sábado, 15 de setembro de 2012

White Noise

White Noise




Daqui a 15 minutos, vamos para o "barulho".... Acredito que seja White Noise, e que a frequência seja audível a nível nacional e Europeu.

Sou das pessoas que não subscreve a 100% o manifesto do Protesto, mas de que outro modo a Vox Populi poderá chegar a quem dita as leis neste País ?




Espero sinceramente que toda a gente que aderiu a esta chamada de consciência, não roa a corda no último momento em troca por uma cacholada no Tamariz.


Até logo, gentes de Portugal.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Acto de Contrição


Eu, pecador me confesso
Confesso a Deus Todo-Poderoso
e a vós, irmãos,
que pequei muitas vezes
por pensamentos e palavras,
actos e omissões,
por minha, culpa,
minha tão grande culpa.
E peço à Virgem Maria,
aos anjos e santos
e a vós, irmãos,
que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.





Ensinaram-nos na catequese – eu frequentei, aprendi, pratiquei - que o Acto de Contrição e a Confissão purgavam todas as iniquidades, e depois de bater no peito três vezes , assumir e pedir perdão a Deus, podíamos regressar a casa limpos de pecados e gratos pelas bênçãos recebidas.

Deixei de ser praticante há MUITO tempo. A fé não me desiludiu, desiludiu-me a igreja, os seus interesses mundanos e apego aos bens terrenos. Desiludiram-me os homens. Desiludi-me a mim própria.


No íntimo, sou uma pessoa simples que trabalha e vive do produto do seu labor. Permito-me uma extravagância por outra de quando em vez, não sou pessoa de excessos e tento sempre ser justa, contemporizadora e compreensiva. Normalmente sou precavida, mas também sou impulsiva, e apesar de tentar não ser consumista, por vezes tenho deslizes.

Há uns anos para cá, desisti de ver telejornais. A informação sobre o País era sempre um logro, mascarado pelas parangonas de abertura das desgraças que grassam no mundo. Normalmente o Marido, ávido consumidor de todo o produto informativo, fazia a resenha geral dos acontecimentos diários e punha-me a par duma forma light para eu não me fartar depressa.

Há cerca de dois anos a esta parte, quando todo o programa governativo do XVIII Governo Constitucional se tornou anedota nacional, tornei-me mais interessada e participativa na vida política Portuguesa. 
Fui dos que assinaram petições contra a palhaçada do governo de José Sócrates; fui das vozes que não se calaram e insistiram na sua demissão e em procurar soluções com fundamento que ajudassem o País a sair do pântano onde se achava enterrado até ao pescoço.

Nas Eleições Legislativas de 5 de Junho de 2011, fui MESMO votar, coisa que não fazia há muito tempo, e votei num dos partidos que formam o actual XIX Governo Constitucional. Votei mal.
Como muitos milhares de portugueses, fui ao engano; dei dois tiros nos pés, e ajudei a formar o pelotão de  fuzilamento que vem aniquilando lentamente o Povo Português.


Passado um ano, a minha consciência, porque tenho uma, não me deixa sossegar. Violei o mais sagrado de todos os Mandamentos da Lei que Deus deu aos homens. Violei o 5º mandamento.


Eu, Maria D Roque, votei na coligação que, desde que um economista de Santa Comba Dão esteve á frente dos destinos da Nação, detém mais poder para ditar as leis que governam o País.


 Eu, Maria D Roque sou uma vil criminosa, que ajudei a matar pessoas à fome, e isto não se purga com rezas e pancadas no peito.


Eu, Maria D Roque, culpada de cumplicidade no crime que se desenrola perante a nossa passividade , não tenho palavras. Se palavras houvesse, já não bastariam.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

A Brincar ao Monopólio ...


Monopólio



Estamos no ano da Graça de 2012, ano de todos os perigos, ano de todas as profecias, de todas as predições apocalípticas , do fim  Calendário Maia de Contagem Longa, da Rapture, do choque iminente com o Planeta Nibiru e dos Anunnaky, os deuses astronautas pais de toda a civilização, e claro está do Pedro Passos Coelho.


Não sei se no seu recém adquirido papel de Galactus, o Devorador de Mundos, o rapazote tomou consciência de que está a governar um país e não a jogar Monopólio com os amigos das ganzas, á noite, depois duns copos no Bairro Alto, acompanhado com meia dúzia de bejecas e umas amigas coloridas, e á boa maneira do Príncipe Harry, largando as possessões terrenas pela casa fora, á medida que os bens materiais se vão esgotando…


Se atentarmos bem num tabuleiro de Monopólio, veremos que tudo o que se tem implementado neste país como medida sine qua non para travar a crise, está lá escarrapachado, a preto e cores !!  Senão Vejamos :

 O Ponto Primeiro e mais importante, é que a Banca , aconteça o que acontecer, nunca vai à falência !!!! 


- As estações de comboio como prenúncio do incentivo á imigração.

- As companhias da Luz e Água a aumentarem o preço constantemente , mais e mais...

- Não Pagas ?  - Vá para a Prisão ! ... e sem apelo nem agravo !!

- O Estacionamento Livre a vermelho, o que quer dizer que passou a ser pago.

- A Caixa da Comunidade, que nos devia dar previdência e segurança para a velhice, tornou-se mais um sorvedouro, uma TAXA, sem qualquer previsão de retorno.

- A cadeia ???  Então não estamos todos atados de pés e mãos nesta prisão à beira mar plantada ???

- Dos imóveis nem se fala, é só pagar IMI, Esgotos, Seguro Recheio, Seguro Paredes, Seguro de Vida… Quem não consegue pagar, lá terá que os entregar à banca para realizar dinheiro e pagar as dívidas.

- A casa de partida é só para passar por lá a correr sem incentivo, pagar balúrdios pelos vistos de trabalho,  e dar às de Vila Diogo desta terra queimada, para qualquer lado onde pelo menos se possa plantar algo que tenha possibilidade de crescer e florir.

- A Sorte representada por um grande ?, ainda está por escrever, porque infelizmente o jogo ainda não acabou.


De todos os profetas e adivinhos, que fazem de 2012 o ano da mudança, quero salientar Charles Darrow, por ser um visionário, qual Jules Verne da economia, cujo sistema foi passado á prática por um grupo de génios cujo lançar dos dados nos faz cair no Rossio, com 4 hotéis, de cada vez que apregoam novas e fantásticas soluções apócrifas e irreais para ressuscitar a economia portuguesa.