quarta-feira, 29 de abril de 2015

A fazer filmes...

"Num filme o que importa não é a realidade, mas o que dela possa extrair a imaginação."
Charles Chaplin




"Da vida vem o teatro e do teatro vem o cinema. Mas na vida já se representa."

Manoel de Oliveira



















The Holy Grail 'neath ancient Rosslyn waits
The blade and chalice watch o'er her gates
 Adorned by masters loving art she lies 
 As she rests beneath the starry skies.



































Não resisti. :) :) :)


(Fotos de MD Roque)


                                                         

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Vamos os dois por aí

"Não mudamos com a idade na estrutura do que somos. Apenas, como na música, somo-lo noutro tom."
Vergílio Ferreira



É bom envelhecer! 

Sentir cair o tempo, 
magro fio de areia, 
numa ampulheta inexistente!

Saul Dias






Chamam-lhe terceira idade. Não acredites em tudo o que para aí dizem.

Pode ser verdade que , como num bom livro, a capa se deteriore com o manuseamento constante da procura de muitas passagens, mas o que conta realmente é o que está para lá do impactante desgaste que o encerra. O que é de valor  é a graciosidade e a excelsitude do que contém o seu interior.

És assim, tu

 Uma primeira edição, um tomo semi secular com um ou outro sinal da erosão de muitos dias, mas valioso e único.

És sim,  para mim és único.

Se fráguas passaste,  o tempo  deu-te leveza no transpor, trouxe-te a maturidade, a sabedoria e a candura de um avô e a elegância de viver que só quem alcança os sessenta anos com um sorriso de menino consegue entender.

Sempre me entendeste e apoiaste, mesmo naquelas insanidades que viram uma existência do avesso. Hoje como antes, ris-te de ti, ris-te de mim, e juntos rimo-nos de nós e levamos a vida com um sorriso. Sorrir é fundamental. Rir é catártico. Sempre soubeste. Sempre riste e soubeste fazer-me sorrir.

Sempre me deixaste ao leme do barco, enxertando-me com tua força quando as ondas escoiceavam selvagens . Se tempestades desabavam , na segurança dos teus braços enxuguei com ternura a água que me escorria do rosto e eu sabia ali, naquele segundo, que tudo iria ficar bem.

Tal como sei hoje. Sei. Sei-te de cor.

Quando estendes a mão e me levas à estratosfera do esplendor, eu deixo-me levar por ti. Até ao fim do mundo, se quiseres. Porque sei que me trarás de volta ao meu aconchego. Ao nosso borralho.








E é ou  não verdade que o que é antigo tem mais valor e sempre muita beleza ?




Vamos os dois por aí

( Fotos de MD Roque)