sábado, 2 de maio de 2015

O estranho caso do livro que lia o leitor: Capítulo III

O estranho caso do livro que lia o leitor:  Capítulo III

[Capítulo I: Palmier Encoberto; Capítulo II: Xilre ]



Completamente no escuro, o leitor reparou que uma ténue fulgência aureolava o livro fechado que segurava ainda a tremer. Abre-o com cuidado, temeroso, deixando cair algo guardado no seu interior. Olha em seu redor e apanha o objecto que cintila a seus pés : é o monóculo.
Observando perscrutante e objectivamente a lente conclui que não é um monóculo qualquer. É formado pela justaposição de várias lentes que juntas são incolores, mas separadas adquirem tonalidades estranhas que permitem observar e interpretar o leitor de diferentes ângulos , prismas e realidades. Um, dois, três, quatro, cinco, seis... seis aros, seis cores, seis lentes. A sexta lente era negra e tinha gravados vários símbolos: uma chave, uma caveira , pássaros cor de rosa a fumar charuto, coordenadas de latitude e longitude e a palavra currere.



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