"Não há regras. Apenas siga o seu coração" Robin Williams
"Carpe diem. Aproveitem o dia, rapazes. Tornem as vossas vidas extraordinárias."
( in O Clube dos Poetas Mortos)
Corria o ano de 1993.
A filha mais velha estava a dar os primeiros passos na introdução a uma língua estrangeira, neste caso o inglês. Foi algo que a cativou desde as primeiras aulas e era interessada e incrivelmente bem falante no que tocava a pronúncia.
Em 1993, diferentemente ao que "no meu tempo" se praticava, o Inglês ministrado a nível primário e até secundário, era bastante básico. Os livros eram muito infantis e, no meu parecer, as crianças aprendiam as coisas numa ordem inversa, quando o que interessava mesmo era aprender a comunicar o melhor possível.
Claro que tínhamos a Buchholz e outras livrarias onde se podiam adquirir livros originais, mas aqui por casa o tempo nunca foi um bem de que se pudesse dispor, nem para apoiar os filhos convenientemente.
Também por esses tempos, estava o Mano colocado na NATO AWACS em Geilenkirchen, perto de Colónia, na Alemanha.
Sendo a base de Geilenkirchen uma base da NATO, o staff era maioritariamente composto por elementos da força aérea americana, sendo a base em si uma pequena cidade dentro da cidadezinha onde estava situada.
Numa das minhas visitas, e porque tinha um aparelho de VHS que lia cassetes em NTSC, trouxe o acabadíssimo de lançar Aladdin da Disney, o primeiro filme em que quem dava voz aos personagens eram conhecidos actores e actrizes da sétima arte.
O filme foi o primeiro de muitos que adquiri sem legendas nem dobragens em que fossem usados termos que não eram falados em Portugal.
Qualquer uma das minhas filhas pode , em qualquer momento que se lhe peça, recitar de cor o filme que marcou o seu contacto directo com o inglês americano, que não sendo a língua pura, era falado por milhões tal como era falado no filme, diferentemente do que era impingido nas escolas.
Cresceram com o Aladdin e os seus personagens irreverentes e músicas alegres.
Cresceram a ouvir o Génio da garrafa conceder três desejos ao rapazinho da rua, que no fim alcança o seu sonho, não por qualquer passe de mágica, mas pela sua tenacidade, valentia e honradez, e, altruísta, usa o último desejo, não em proveito próprio, mas para dar liberdade àquele louco azul, ao fala-barato que nos levou às lágrimas e no fim nos envolveu num terno abraço.
Quem viu Weapons of Self Destruction , chorou como louco e riu como doido, compreende agora o homem que se escondia por detrás do génio.
Todos os dias , milhares de pessoas tocam a nossa vida duma forma positiva, sem nós de tal nos apercebermos. Podemos considerar-nos uns privilegiados por os nossos caminhos, de algum modo, se terem cruzado.
Até sempre, génio genial, ovaciono de pé

Ó Maria, sinto-me tão triste…
ResponderEliminarSoubemos ontem à noite, o alarme foi dado pelo miúdo para quem o Robin Williams era mais, muito mais do que alguém que se vê só nos filmes…
Disse-me o miúdo "..só agora pensei que talvez ele tenha sido um palhaço toda a vida; fazendo e rindo por fora mas em lágrimas por dentro"…
Se calhar foi Maria e dói-me que assim tenha sido…
Estou como quem perdeu um amigo de casa….
Tenho o Jack em todos os formatos que as sucessivas TVs aceitavam, porque as garotas adoravam o filme... afinal elas cresceram com as loucuras do Flubber, do Jumanji, do Peter Pan, da Mrs. Doubtfire...
EliminarComo diz o Aladdin do fim do filme, "Genie, you're free now".
Beijo, querida.
Abrazos ticos!
ResponderEliminarGracias Ale!
EliminarBesos. :\
Fiquei tristíssima com a notícia. Quem diria que um homem que irradiava alegria sofria de depressão profunda?...
ResponderEliminarUm beijinho para ti, Maria
Olá Miú. Um actor multifacetado e comediante fora de série... triste, triste. Nunca saberemos o que o deprimiu ao ponto de embarcar na derradeira viagem.
EliminarBeijinho e obrigada.
O Clube dos Poetas Mortos é um dos meus filmes de sempre :'(
ResponderEliminarTEve bons momentos.
EliminarLebro-me bem de ver com as miúdas o Weapons of Mass Destruction e ficar siderada com a genialidade e pujança física dele... afina, olha...
Que descanse em Paz.
ResponderEliminarUm abraço
Pode ser que vá por os anjos a sorrir, ou até mesmo a gargalhar, Elvira :)
EliminarBeijinho
Finalmente vou de férias!
ResponderEliminarConfesso que estou necessitado de descansar.
Desde que vim para Itália, no dia 29 de Maio, tenho dado belos passeios, visitado locais que não conhecia e revisitado outros já conhecidos.
Mas, a par disso, o trabalho tem sido a um ritmo bastante acelerado, com o intuito de, o mais rapidamente possível, poder regressar a Portugal. Este objectivo ainda está um pouco longe de ser alcançado…
Agora chegou o momento de gozar férias. E aí vou eu, no próximo dia 14.
O regresso… é uma incógnita. Quando voltar vos farei saber
Para que não me esqueçam… deixo-vos mais algumas fotos do passeio que me foi oferecido como prensa de aniversário…
Para veres as fotos e o resto do texto… terás que ir ao “DEUSA”
Um beijo
Miguel
De férias, então a ida a Itália não foram férias ?!
EliminarDiverte-te e descansa, meu amigo. Irei sem dúvina ao Deusa admirar a tuas fotos.
Mil beijinhos.
Dulce,
ResponderEliminarPescador de Ilusões foi o filme dele que vi esta semana, por acaso.
;
Marcos
Um excelente filme, noutro registo, mas muito bom, Era muito versátil e parecia que tinha um olhar tímido mas feliz... quem vê caras, como diz o ditado...
ResponderEliminarAbraço, Marcos.
São homens destes que fazem o mundo valer a pena. Vale mais um homem assim, de mãos vazias, do que os milhares de loucos armados de preconceitos, ambição e medo que vivem no Médio Oriente.
ResponderEliminarIsso é que é, Agostinho.
EliminarPena que a alegria que transmitia ao mundo não sobrasse para ele.
Abraço amigo.
Interessante a forma como contaste toda a influência que ele veio tendo ao longo da carreira, aí em casa...
ResponderEliminarO primeiro filme que vi com ele foi o Good Morning Vietnam, e a partir daí vi grande parte dos filmes, e o que me marcou mais foi mesmo o Clube dos Poetas Mortos. Um grande actor, muito versátil, e o que ressaltava das entrevistas que dava era alegria e uma simpatia extrema, mas como costumo dizer, duvido muito quando uma pessoa parece estar sempre alegre....Que pena, pois ainda teria tanto para fazer.
Uma ovação muito merecida!
xx
É triste ser um comunicador por excelência que arranca gargalhadas em plateias ao rubro, e que não tenha conseguido vencer a sua angústia. Ainda teremos o privilégio de o voltar a ver no grande cercam em novos filmes com o seu inigualável humor.
EliminarAplaudamos o artista.
Beijos, Laurinha. :')
Vou ser lapidar: excelente homenagem que lhe fazes, partilhando vivências (as dele como ator, as tuas e as das tuas filhas, enquanto referências assimiladas, contribuindo para a sua sólida formação linguística - de facto o inglês nas escolas privilegiava a escrita e a gramática, mesmo que o programa não apontasse essa direção).
ResponderEliminarMortes como esta, curiosamente (embora lamente imenso), não me surpreendem assim tanto. A alma de génios convive, geralmente, muito mal com o mundo real. E não é por snobismo...
O Clube dos Poetas Mortos foi uma pedrada no charco, por vários aspetos que, decerto, percebes. Ousar ser diferente tem muitos custos... Bjo, querida D
(Voltarei para ler e comentar o que tens postado)
Fazer a diferença é difícil ; manter um padrão qualitativo é titânico . A linha é fina demais e tantas vezes não se tem sequer a noção que já se está do lado de lá.
EliminarBeijos, querida EU. É bom ter- te de volta.
Weapons of Self Destruction é um dos momentos mais hilariantes e brilhantes de stand-up comedy.
ResponderEliminarMas havia outras facetas no génio que não eram menos excepcionais - o actor, o entrevistado, o apresentador, aquela capacidade invulgar de improviso.
Uma notícia muito triste a da morte de Robin Williams
Absolutamente, Pedro. Aquele raciocínio arguto, mais veloz do que a própria sombra... E o registo dramático , menos regular mas igualmente brilhante. Gostava que tivesse tido para si parte da alegria que transmitiu. Quero acreditar que sim.
EliminarAbraço, meu amigo
Realmente o inglês aprende-se melhor ouvindo-se. Adorei o pedacinho de filme do Aladino. Quanto a Robin Williams sinto imenso a morte dele. Admirava-o tanto com actor. Também sou das que fui marcada indelevelmente pelo filme "Clube dos poetas mortos".
ResponderEliminarBeijo.
Foi uma partida triste, de uma pessoa que fez carreira da alegria e dos sorrisos que arrancava em todos os rostos sem qualquer dificuldade, Graça.
EliminarUm grande beijinho
Olá, estimado amigo.
ResponderEliminarDepois de longa ausência, volto a lhe visitar e confesso que somente agora percebi que ainda não seguia o seu blog, todavia, já corrigi minha falta! Por outro lado, eu digo:a vida é assim! Uns lutam para nela continuar e outros, simplesmente, desistem e a deixam...
Um forte abraço e até mais!
“Que a Luz do Sagrado ilumine o vosso caminho...”
Aceite meu abraço e até mais!
http://vendedordeilusao.blogspot.com
Agradeço a atenção e o abraço, caro vendedor de ilusão, e retribuo comum abraço amigo.
EliminarFelicidades :)
Sou apaixonada por filmes e costumo ver um a cada noite (rss). Ainda tenho o hábito de pegá-los na locadora, o que meu sobrinho considera anti-moderno, já que se utiliza de recursos outros oferecidos atualmente. O nome do ator sempre foi um referencial para mim, quando da escolha, pois muito o admirava. Vi muitos de seus filmes, sendo que o último assisti no dia de sua morte. Lamento, profundamente. Você escolheu um belo caminho na elaboração da postagem. Bjs.
ResponderEliminarOlá Marilene.
EliminarEle era um Jack , um menino grande com olhos assustados que cresceu depressa demais.
Beijo e obrigada.
Olá velhota. Saudades minhas ?
ResponderEliminarTenho lido todos os teus posts, mas comentar pelo télélé é complicado.
Este fala-me ao coração sobre o Clube dos Poetas Mortos e o Jack e tive que me solidarizar com ele, em duas ou três palavras.
Bjoka.
Miúda, por onde tens andado hummm?
EliminarOk. Capice.
Obrigada e um Xi-<3