"Falareis de nós como de um sonho."
Jorge de Sena
Eu gosto das aldeias socegadas,
Com seu aspecto calmo e pastoril,
Erguidas nas collinas azuladas -
Mais frescas que as manhãs finas d'Abril.
António Gomes Leal
(o Avô Zé Roque, o Tio Manuel da Moca e o Tio Daniel)
Para mim "Ir à Terra" era sinónimo de aventura, avançar pelo desconhecido, fazer-me forte quando o medo vinha, chorar à noite e fechar os olhos receosos dos monstros que se escondiam por detrás de cada sombra da janela.
Eu e a Mãe somos alfacinhas, mas o pai, albicastrense de gema, primogénito de uma família numerosa de Gaviãozinho, Santo André das Tojeiras , desenvolveu as costelas de Alis Ubbo quando, com apenas um ano de idade, veio viver com os padrinhos para a capital.
Os avós continuaram no seu pacato vilarejo à beira da Ribeira do Ocreza, na sua pequena casa térrea com um sótão escuro, lareiras em cada quarto, um jardinzinho murado e um anexo com um forno de cúpula alva e redonda, onde se cozia o pão e se preparavam todos os doces e cozinhados importantes das festas.
Os bolos da Avó Hortense, com erva doce, azeite puro e mel, eram famosos nas redondezas.
Não havia estrada para lá chegar, só um caminho com frequentes lombas de grandes pedregulhos negros, barreiras naturais difíceis de ultrapassar pelos automóveis de então.
O percurso fazia-se de comboio até Castelo Branco, onde o Avô Zé Roque e o tio Manuel da Moca e mais dois ou três compadres, nos esperavam com uma récua bem selada que fazia o transporte até ao Gaviãozinho.
O perfume das estevas em flor na beleza agreste da paisagem, foi marcado a ferro e fogo na minha memória de criança. Passe o tempo que passar, uma fragãncia leve, vindo sabe-se lá de onde, acorda a recordação e tenho outra vez 4 anos e grito do colo da Mãe "Arre macho!" e ela ri, com aquele sorriso tão lindo e tão jovem, o mesmo que ainda hoje conserva nos lábios enrugados.
O Avô saia cedo, tratar dos animais, regar os campos, colher diospiros que me dava às colheradas e que ainda hoje adoro comer... A Avó preparava o mata-bicho e seguia com a merenda que aprontara a juntar-se a ele. A mãe cozinhava o almoço para os de fora e só os voltávamos a ver à tardinha, quando regressavam do campo , sempre com um afago e uma flor para a menina. Conversávamos e riamos à mesa do jantar, à luz de candeeiros a petróleo com os vidros desenfarruscados que brilhavam uma luz quente e difusa. Juntavam-se tios e primos, uns que conhecia , muitos que nunca vira na vida. Conversavam e cantavam, com o avô a dedilhar a guitarra. No fim, as mulheres como era costume, arrumavam as loiças que iam lavar em grandes alguidares de barro, os homens iam fumar e conversar para o jardim, e o Avô Zé pegava-me ao colo e levava-me a ver as figuras no céu, que era branco de luzes numa noite de breu.
( A pequena D, adorava os banhos de rio, ao colo da Mãe)
Tomar banho no rio era uma festa; "as de Lisboa", de fato de banho e touca, eram uma visão do paraíso para os moçoilos habituados a saias compridas e colarinhos apertados. A Tia Adelaide, que acompanhava sempre estas expedições e não vestia fato de banho, ria a bandeiras despregadas e tão intensamente, que se chegava a pensar que a sua saia molhada, não o fora pelas águas do Ocreza.
O rio era frio , mas tão transparente que se viam os peixinhos curiosos debicar junto aos nossos pés. Lembro-me de ter uma cuequinha de banho vermelha com bolinhas brancas e muitos folhos, que me almofadavam o assento e eu chapinhava feliz.
Devia andar pelos meus oito anos, quando a Avó Hortense desenvolveu um problema grave e incurável de bronquite asmática, que juntamente a uma condição cardíaca pré-existente não lhe permitiria viver muito tempo se continuasse no Gaviãozinho.
Venderam-se terras na "terra" e comprou-se uma quinta com casa e estábulo na Barra Cheia , perto da Moita, para os avós se poderem mudar e terem alguma qualidade de vida.
Foi como trazer uma bela planta silvestre e transplantá-la para um vaso, numa terra distante. Pegou, floriu, mas perdeu o viço, a cor e o cheiro, e os Avós nunca mais foram os mesmos. Estavam por cá, mais saudáveis, mais cuidados, perto dos filhos e dos netos , mas a alegria da sua alma, essa ficara naquele vilarejo da Beira Baixa, enterrada numa sepultura triste e sem nome, onde nunca mais ninguém lhe descobriu o rasto.
(Precious Memories, by Bob Dylan & Willie Nelson)


Não posso ler estas coisas... não posso.
ResponderEliminarEntão, minha querida UP... É assim tão mau?
EliminarOlhe , "Hoje deu-me para isto # 355" ... Fazer o quê, é das antiguidade dos neurónios...
Beijinho. :):):)
Até fiquei de coração apertado agora :/
ResponderEliminarSabes Andreia, apesar de terem melhores condições, mais carinho e menos trabalho, foram desenraizados e definharam espiritualmente...
EliminarBeijinho, minha querida.
A Quinta dos teus avós na Barra Cheia foi o único sítio em que eu me lembro haver maior diversidade de árvores de fruto por metro quadrado.
ResponderEliminarLembro-me quando sós teus avós foram para Odivelas já velhinhos, e todos choravam com saudades da quinta.
Lembro-me deles no teu casamento assim como da Avó Adelaide e da Tia Adelaide.
Lembranças boas.Xi<3
De todos, só a Tia Adelaide durou quase até aos 100 anos...
EliminarA saudade is a bitch....
Jocas
As fotos são bonitas, mas a história terminou triste. A minha avó materna teve enfarto do coração, e depois derrama cerebral, e ficou fraquinha por alguns anos até morrer. ;*
ResponderEliminarSabe Marcos, por vezes as nossas raízes, o vento no cabelo, a chuva no rosto, poder correr livre por montes e vales , faz parte da nossa identidade como uma impressão digital. Apesar do conforto, do carinho da proximidade da famílias, faltava-lhes a Beira Baixa e essa tristeza que lhes embaçava o olhar, acompanhou-os até ao fim.
EliminarAbraço
a verdade é que a saudade é positiva. Relembra apenas as coisas boas. Se as memórias não fossem boas, não se chamaria saudade, às memórias boas. Deveriam "fabricar" uma palavra para memórias negativas.
ResponderEliminarTenho tantas _______, das pancadas que levava na cabeça do meu primo Luís, quando lhe roubava a última bomboca de morango.
Bobocas de morango, são uma recordação positiva, cá pelos meus lados. :):):):)
EliminarSabes que um dia destes comprei uma coisa parecida e já não sabem ao mesmo?
Beijinho E.M. :):)
Bela história. Felizes são aqueles que têm o que contar dos seus antepassados. Eu, particularmente, não tive o privilégio de conhecê-los, salvo um tio que vi uma única vez em cima de uma cama, vítima de tuberculose e já na hora da morte.
ResponderEliminarBeijos e muita paz para ti e para os teus.
Furtado.
O que importa na vida, Rosemildo é que quem não tem um passado para apoiar o futuro, pode começar de fresco, do zero e criar as suas próprias bases de prosperidade e felicidade.
EliminarBeijo e dias risonhos.
Boa tarde, MD
ResponderEliminarA gente lê com gosto este seu recordar dum tempo que só a lembrança mantém vivo.
Entendo bem o sentimento de seus avós, na altura em que foram para outra terra, que não a deles, e que você tão bem descreve, na analogia que faz com uma «bela planta silvestre a ser transplantada para um vaso». É mesmo isso: sobrevive-se, mas uma parte murcha, perde o viço. Porque, querendo ou não, as raízes sentem a falta do calor da terra onde se criaram, e que foi seu primeiro amor.
Abço amigo
É isso mesmo, Carmem. Alegres flores que coloriam campos, montes e vales, livres e brilhantes, foram mudadas para um vaso grande, bonito, moderno, aconchegante, mas um vaso com uma terra diferente e paredes que limitam que as raízes cresçam livres. Nós somos as nossas raízes e crescemos a partir delas. Muitos conseguem, outros , nem por isso. A idade avançada não ajudou...
EliminarBeijo, querida.
Eu tenho saudade deste tempo nem sei porque , que doidera, nem podia falar ,
ResponderEliminarme expressar que já estava apanhando, mas tenho saudade, algumas coisas eram legais,
os docinhos da vovó, as festas em família...
bjs
http://eueminhasplantinhas.blogspot.com.br/
Também eu , Simone... Como eu gostava de poder passar, nem que fosse um só dia, com os meus avós, com o meu pai, na província, em Belém antiga... Até no liceu... :):):)
EliminarBeijinho, querida.
Que belas recordações. É uma pena que nem tudo acaba com um final feliz. Mas a felicidade dos tempos idos jamais se apagará da memória e do coração.
ResponderEliminarBeijos
É verdade, querida Gracita. Quero muito acreditar que os Avós foram felizes por cá os cerca de 20 anos que ainda viveram, da melhor maneira que conseguiram adaptar-se ou até resignar-se a esta realidade.
EliminarBeijo querida amiga e BFS
Um excelente texto, um desenrolar de memórias muito agradável de ler pese o final. Ainda assim a Barra Cheia não foi dos piores locais, onde seus avós foram parar. Era uma zona de quintas, o rio não estava longe, não era assim tão diferente das aldeias. Se fossem viver para um apartamento na cidade grande a situação era bem pior.
ResponderEliminarMas ainda assim não era o "seu lugar".
Eu não tive lidação com meus avós maternos. Viviam na Beira Alta e os meus pais não tinham dinheiro para irmos para lá. Fomos uma altura em que meus irmãos tiveram a coqueluche vulgo "tosse convulsa" Fomos os três, com minha mãe para casa dos avós. O pai ficou a trabalhar. Lembro que era uma cada feita de pedra negra, com a loja em baixo e a casa de habitação em cima. "Chamavam loja à parte de baixo mas na realidade aquilo seria mais logico ser chamado de curral, pois era aí que meus avós tinham 3 cabras e 4 ovelhas. Lembro que tinha uma escada também de pedra para a casa, Mas do interior da casa só lembro da cozinha, onde a minha avó acendia uma fogueira no chão e colocava por cima uma panela de ferro preta de três pés. Não lembro quantas divisões eram, nem se tinha algum mobiliário, nada.
Adorava a minha avó paterna. Ela vivia connosco no velho Barracão. Ainda hoje lembro do deu porte e de algumas coisas que ela dizia, Morreu quando eu tinha 6 anos. Uma manhã, era inverno, chovia imenso. A mãe trabalhava na Seca do Bacalhau e por causa da chuva não houve trabalho. Então ela fez uma malga com sopas de café de cevada e disse-me para levar à avó à cama. Como ela não trabalhava a avó não precisava levantar tão cedo para cuidar da gente. Eu levei, a vó sentou na cama, pegou na malga, agradeceu fez-me uma festa na cabeça e começou a comer e eu fui-me embora. Passado um bocado a mãe estava a lavar a loiça e pediu-me para ir buscar a malga à avó para lavar. Eu fui e encontrei a avó caída na cama a malga virada e grande parte das sopas de café derramada. Gritei pela mãe que começou a chorar mal a viu e nos mandou para casa de um tio. A pobre da avó Piedade tinha morrido de ataque cardíaco serenamente enquanto tomava o pequeno almoço.
Um abraço
Oh Elvira, como deve ter sido confuso e triste para uma criança de 6 anos perder a avó de repente e assistir praticamente à sua partida :(
EliminarLá N "terra", as casas eram de xisto e as lojas eram parte de todas as casas, por que guardavam os animais que transmitiam calor e servia de armazém para o vinho, o azeite, as tranças de cebolas etc. Não me lembro de ver a loja na casa da minha avó, mas a Mãe diz que ficava para trás e a frente e o forno é que eram térreos ao nível do jardim.
A Elvira é uma lutadora e uma vencedora. :):)
Um grande beijinho e BFS.
Não sei se já te tinha dito isto mas gosto de te ler.
ResponderEliminarQuerida loira, és a loira mais doce do mundo. Mesmo que já tenhas dito, gosto tanto quando dizes outra vez :):):)
EliminarBeijos. Muitos. BFS
Gosto muito de ler suas histórias, faz bem a alma.
ResponderEliminarAmei, um abraço carinhoso e agradecida por sua visita.
Viva Theresa, obrigada , querida. Faz bem ler seus comentários.
EliminarBeijinho.
As recordações mais antigas parecem estar sempre envoltas numa névoa de sonho, parecem-nos sempre um sonho tão longínquo...
ResponderEliminarDiospiros e a final tristeza de sair da terra onde sempre se viveu. Por melhores que sejam as condições posteriores, a sensação de "arrancamento" é uma ferida que não sara nunca, como não sarou.
Uma narrativa muito bela sobre a tua infância, ilustrada por belíssimas fotos com o sabor da antiguidade.
Ah! Adorei o tio Manuel da Moca, um nome fantástico :-)
xx
Postarei alguma coisa dentro de alguns dias.
LAURINHA, QUE SAUDADES !!! :):):)
EliminarVoltaste, ou vieste de visita ? Seja como for, é uma alegria "ver-te" de novo.
O tio Manuel da Moca, era tão castiço como o o seu apelido :):)
Um grande beijo e muitas saudades.
A minha terra sempre foi a cidade. Meus avós maternos (com quem vivi sempre até falecerem) fugiram da terra deles, ainda novos, e pouca ou nenhuma ligação mantive com o local.
ResponderEliminarHoje, "cansado" da cidade, sou eu que procura outras terras, cidade, aldeias, de preferência mais calmas (e algumas com ligações familiares). Tenho sido interessante essa procura.
A família é numerosa, as recordações também.
Tudo de bom.
Eu também sou da cidade, habituada a tudo o que a cidade tem para oferecer. O Marido é de perto de Braga e poder rumar para lá, se tiver a felicidade de chegar à idade da reforma (em havendo reformas...) é o que mais ambiciono.
EliminarAbraço amigo e BFS.
M D Roque, vim aqui agradecer o carinho da visita e comentário lá no meu blogue e deparo com esses texto que me tirou lágrimas dos olhos, linda escrita, amei poder conhecer um pouquinho dessa parte de sua vida.
ResponderEliminarViver é isso mesmo, ainda bem que tens essa linda memória, embora doa com a nostalgia!
Que lindo poder recordar, que bom ter história para contar, que bom ter tido essa linda família, pois também tive a minha, me lembro dos meus avós paternos, pois os maternos nem cheguei a conhecer, mas minha mãe contava muito, que bom seu espaço, és de uma sensibilidade incrível!
Amei conhecer aqui, tenhas um lindo fim de semana!
Olá Ivone, obrigada pela simpatia.
EliminarAs memórias são o que nos resta daquele tempo que passou a correr, mas que lembramos tantas vezes como se fosse nesse momento.
Um grande beijo querida.
PS: O nome da minha Mãe é Ivone e eu acho que é um nome lindo. :):):):)
Oi querida,
ResponderEliminarLinda história saudosista.
Se eu form contar a minha estória de vida à partir dos cinco anos, digo cinco anos, pois não me lembro ter vivido um dia antes; daria um livro bem grosso, só que precisaria de alguém como você que escreve tão bem para fazê-lo.
Um beijo
Lua Singular
Dorli, você é um doce de menina. Obrigada pela simpatia. :):):)
EliminarSe quiser começar, eu ajudo no que souber. Há histórias que nunca devem ficar por contar. :)
Beijos. Muitos.
Olá M D Roque,
ResponderEliminarQue relato delicioso de se ler,
fiquei imaginando cada cena descrita aqui...
Lembranças agradáveis, outras nem tanto, mas
todas fizeram parte da sua história...
Beijos e um maravilhoso final de semana :)
Viva Clau, obrigada. É sempre bom lembrar, lembrar tudo. O que foi alegre, o que foi triste, faz tudo parte da nossa grande experiência dos poucos anos que a vida nos concede.
EliminarBeijo e BFS. :)
As lembranças são lindas e fazem parte tb da sua história. Emocionante.
ResponderEliminarbjokas =)
Obrigada, Bell. Sempre uma ternura de menina. :):)
EliminarBeijo e BFS
A generosidade desta partilha de ternura, de vida genuína e sã que muitos experimentaram mas que muitos mais nem sonham (que existiu e ainda existe embora menos bucólica) é uma graça para todos os que aqui vêm. Obrigado.
ResponderEliminarJá não existe quase nada sem tecnologia. A luz eléctrica só chegou ao Gaviãozinho já os meus avós estavam na Barra Cheia. Notícias, só pelos bufarinheiros e os peixeiros que passavam duas vezes por mês e pelo carteiro que ia lá montado no burrico de quinze em quinze dias. :):):)
EliminarIr ao médico demorava quase um dia e as panaceias eram caseiras e eficazes , enquanto as mais elaboradas ficavam entregues ás chamadas mulheres de virtude, que eram parteiras e ervanárias, com um conhecimento riquíssimo e de tradição familiar...
Muita coisa me lembro, mas a maior parte sei pela curiosidade que me impelia a questionar toda a gente acerca de tudo.
Abraço, Agostinho. :)
Olá,Boa noite,MD Roque
ResponderEliminarencanto de lembranças, belíssimo e emocionante...
quando duas culturas se deparam uma com a outra, não como superior ou inferior, mas como diferentes formas de existir, uma significa para outra uma revelação... e apesar de terem melhores condições, mais carinho,...e tendem à ser + vulnerável na questão da identidade, prevalecendo a sensação do deslocamento, do impacto que o distanciamento em relação à comunidade de origem acaba tendo sobre a formação e condição existencial...
Obrigado pelo carinho,belo final de semana, beijos!
Foi assim mesmo Felis. Tinham muito, mas faltou-lhes o essencial.
EliminarObrigada, beijo e BFS :)
Olá MD Roque. Que linda história, pena que o final é um pouco triste não é. as lembranças nos marcam de uma forma tão significativa e nos ajudam muito a crescer e a nos tornar quem somos hoje. Os avós são pessoas que fazem falta demais a gente, mas sei que as lembranças que ficaram serão sempre as melhores. Queria agradecer muito, também , por ter visitado meu blog. Volte sempre :D
ResponderEliminarGrande abraço
Blog Fernu Fala II
Viva, Fernando, bem vindo. É isso mesmo, são as memórias e as vivências que estruturam a pessoa que nós somos.
EliminarObrigada pela presença e pela simpatia. :):)
BFS e um abraço. D
Lindo seu relato, fragmento de sua vida! Fotos antigas... Conforta a saudade quando contamos nossas histórias! Bjks Tetê
ResponderEliminarAbrimos o baú que tem aqueles pedacinhos de tempo antigo que guardamos como tesouros e é tºao bom recordar, Tetè.
EliminarBFS e beijinhos
Uma recordação com primor e com fotos bem nostálgicas com certeza nos faz emocionar.
ResponderEliminarJá seguindo seu espaço
Bjoks
My
http://entreelassempre.blogspot.com.br/
Viva, My, bem-vinda.
EliminarObrigada pela presença e um grande beijinho pela simpatia.
BFS. :):):)
Um texto cheio de alma. Que maravilha.
ResponderEliminarMinha querida Cuca, é meu o privilégio de a ter por aqui a ler os meus rabiscos.
EliminarUm grande, grande beijinho. :)
M D Roque , seu texto me emocionou . A forma doce como nos conta sua história revela além da beleza da escrita , sua aguçada sensibilidade . Agradeço a partilha . Beijos e ótimo domingo .
ResponderEliminarViva, Marisa, obrigada :):):)
EliminarUm grande beijinho e bom Domingo.
Oi amiga,
ResponderEliminarPassando para lhe desejar um ótimo domingo.
A internet está ruim aqui no Brasil.É uma loucura. Ou você entra muito cedo ou bem à noite. Mas acordei tarde e está sendo difícil comentar
Beijos
Lua singular
Viva, Dorli. Obrigada amiga! :)
EliminarUm excelente Domingo para você também.
Beijão. :):):)
No “DEUSA” respondi assim aos teus comentários:
ResponderEliminarMiguel28 de Junho de 2014 às 18:32
Querida D
Antes de me embrenhar na "night"... - o que farei a seguir ao jantar - passei por aqui a dar uma olhada nas minhas deusas :) e tive a grata surpresa de te ver, e ainda por cima louca!!!
É tão bom ser louco! Pena que só o possamos ser tão poucas vezes...
Estou a aproveitar a viagem, se não muito, muito, pelo menos o mais possível.
Vai aparecendo. Gosto de te ver.
Ah! E que tal estou com os meus 100 quilos??? Espera, tu não me viste... TENS que ver!
Um beijo muitA grande.
Miguel11 de Julho de 2014 às 18:27
Lamento... mas, para já, já... não posso fazer-te a vontade. Ainda não estou completamente bem... Mas, se não me quiseres assim... retiro-me já e apareço mais tarde, talvez na próxima semana :)))
Não entendi essa dos 54 dias que faltam... Queres explicar-me?
Fico a arder de curiosidade...
Um beijo, ou uma beijoca - escolhe.
Faltam (agora já menos de) 54 dias para percorrer alguns dos caminhos que tu caminhaste em Itália e lambuzar-me e beleza, Miguel, mal posso esperar. E tu aguçaste-me a curiosidade com as tuas fantásticas postagens.
EliminarBeijo, beijoca, beijinho, beijão, escolho tudo e devolvo em dobro ! :):)
Adorei ler a sua história, fez-me voltar aos meus tempos de criança e das minhas férias de verão na casa dos meus avôs.
ResponderEliminarAs mudanças nem sempre são fáceis de aceitar e para as pessoas do campo, habituadas desde sempre aos seus "cantinhos", ainda era mais dificil, mesmo que as condições novas até fossem melhores.
Um grande beijinho
Maria
Foi isso que aconteceu Maria. A quinta não era um quintal, ainda tinha um espaço considerável, com todas as frutas e legumes que eles pudessem imaginar. Mas era aquele rectângulo que os confinava. Não tinham rios nem montes nem... liberdade. E o constante zelo pela parte dos filhos ( que só costumavam viajar duas ou três vezes por ano até ao Gaviãozinho) provavelmente sufocava-os e apesar de bem intencionado, era redutor.
EliminarBeijinho e bom fim de Domingo.
Este belo post fez-me lembrar a minha aldeia, os meus avós (embora tenham lá vivido toda a sua vida) e também porque lá havia um ti Moca (Joaquim Moca de seu nome).
ResponderEliminarAdorei as fotos.
Boa Semana.
Bjinhos**
Olá querida aluap Al, São recordações felizes, quase todas elas. Até as da quinta... :):)
EliminarBoa semana e um beijinho.
Olá M D Roque,
ResponderEliminarHoje passo apenas para agradecer o seu carinho, conforto e solidariedade.
Oportunamente, retornarei às visitações e comentários.
Imensamente grata.
Beijo.
Vera Lúcia, obrigada pela visita. Muita coragem e um grande beijinho
EliminarA vida era difícil, mas tinha as suas compensações... As famílias tinham valores preciosos que os faziam muito unidos!
ResponderEliminarBoa semana!!
Beijus,
Isso é que é uma inegável verdade, Luma. A vida era mais dura, mas menos complicada e os valores, esses valiam mesmo . :):)
EliminarBeijinho e boa semana
Fez-me recordar as visitas a casa dos meus avós paternos na Pampilhosa.
ResponderEliminarBoa semana!
O ambiente bucólico devia ser idêntico, passe a maior interioridade de Castelo Branco. :):)
EliminarAbraço, Pedro, boa semana
Querida Dulce
ResponderEliminarAdorei este teu texto!
As tuas recordações trouxeram-me à memória as minhas próprias lembranças, um tanto ou quanto semelhantes...
Obrigada! Revivi tempos muito felizes.
PS - Não tenho por hábito responder no meu blog aos comentários que recebo, excepção feita ao último post, onde respondi ao "desafio".
Para te poupar o trabalho de lá voltares :) transcrevo, a seguir, a minha resposta:
"Querida Dulce
Também não sou poeta, apenas, de vez em quando, escrevo uns singelos e despretensiosos versos, que vou publicando aqui, contando de antemão com a benevolência da(o)s comentador(a)es.
Para ti rabisquei esta brincadeira:
Era moçoila ladina
Nesses tempos tão bonitos
Como menina bonita
Ficava-se p’los beijitos
Valeu a pena a espera
Tudo terminou em bem
Em eterna Primavera
Foi feliz como ninguém
E com esta me despeço
Deste lindo desafio
Mais castigo não mereço
Espera por mim no Rossio…
Muito obrigada pela colaboração.
Beijos aos molhos"
PS - Hoje, dia 14, como habitualmente, publiquei novo post.
Gostaria de "saber" a tua opinião.
+ 1 beijito
Mariazita, é sempre um prazer visitar o teu espaço.
EliminarObrigada pela "resposta". :):)
Beijinho grande e at´r já.
Boa Semana :):)
Olá Dulce! Passando para agradecer a tua visita e teu amável comentário lá no Literatura & Companhia, assim como desejar uma ótima semana para ti e para os teus.
ResponderEliminarBeijos e muita paz para todos.
Furtado.
Viva, Rosemildo. Muito obrigada!
EliminarRetribuo a em dobro, junto com um beijinho . :):)
Dulce,a vida antigamente por certo era bem mais prazerosa. Não foi á toa que os avós perderam o viço com a mudança! Uma bonita história e me encantei com as fotos tb! bjs e boa semana,
ResponderEliminarOlá Anne, creio que foi isso mesmo que aconteceu.:):)
EliminarObrigada e um grande beijo.
Meu Deus como gosto de histórias antigas. Curto tudo do antigo, música, móveis, histórias, estórias, imóveis, roupas, fotos e tudo isso encontrei neste post. Que maravilha. Já estou te seguindo. Obrigado pela visita lá na Mesa.
ResponderEliminarAbraços
Carlos Hamilton
www.mesadeconversa.com
Viva Carlos, obrigada :):):)
EliminarUm Abraço.
Nem toda a gente teve o privilégio de sentir o campo em criança.
ResponderEliminarAdorei o teu texto, é belíssimo.
Apesar de grande para blogues, lê-se de um fôlego, já que o conteúdo e a narrativa são muito apelativos.
Querida amiga, tem uma boa semana.
Beijo.
Obrigada Nilson. Quem bom que gostou :):)
EliminarBeijinhos e boa semana também para você.
Olá obrigada por ter ido lá no meu blog. Eu nasci em 62 e fico pensando que esta geração nova não terá e não tem o mesmo privilégio que nós, sere humanos mais maduros temos. Além de experiencia de vida, vivenciamos marcos históricos tanto para o Brasil como para o mundo. Bjs
ResponderEliminarViva Solange. É verdade, esta geração não reconhece valores como os que nos guiaram há 50 anos, porque foram desaparecendo progressivamente á medida que os anos passaram. Penso que só nos últimos anos ficaram mais conscientes da precariedade da vida no planeta e das medidas urgentes e necessárias para que o bucolismo dos meus avós aliado á inovação tecnológica possa ser uma realidade saudável.
EliminarBoa semana, obrigada e um beijo
Excelente relato de um tempo antigo também vivido por mim. Foi pena os avós serem "desenraizados" porque isso os levou à tristeza.
ResponderEliminarBeijo.
Também penso que sim Graça. Não obstante a quinta ter uma dimensão considerável, creio que se sentiram de algum modo limitados, apesar da qualidade de vida ter melhorado bastante.
EliminarBoa semana, obrigada e beijos.
Olá, Dulce!
ResponderEliminarAinda que não more longe, só agora aqui chego...para ler este bonito texto feito de memórias doces, que mais doces se tornam à medida que os anos vão passando...
Também nasci no campo, no tempo do candeeiro a petróleo e broa feita no forno a lenha, e é do campo que continuo a gostar.
Gostei muito do texto; bela descrição desses tempos que se foram e já não voltam.
Um abraço e bom resto de semana.
Vitor
Viva, Vítor , bem - vindo ! :):)
EliminarAs nossas memórias, principalmente as que nos são mais queridas, são aqueles pequenos pedaços de tempo que conseguimos conservar, bem guardados do baú das recordações.
Obrigada, um abraço e bom resto de semana para si também :):)
Olá, querida
ResponderEliminarEstou passando apenas para desejar as melhoras da tua sinusite.
Com a receita que te dei não tens razão para não respirar livremente :))))
Beijos muitA grandes!!!
:):):), obrigada, piquena!! Um beijinho muito, muito grande :):)
EliminarQuerida Dulce
ResponderEliminarAs Memórias (ainda) são o motor da Alma.
Não tenho nada de qualquer das Regiões, mas senti o "chamamento" dos tempos pela magnífica narrativa, que é um valioso Documento duma Época que te deixou manifestas felicidades.
Adorei.
Beijos
SOL
Viva, Sol, obrigada !!!
EliminarAssim eu tivesse tempo para escrever, como memórias tenho guardadas. :):)
Boa semana e um beijinho.
Apesar de não ter nascido numa aldeia, sentia o apelo dos campos e passava muito tempo junto dos avós maternos. Estes cheiros nunca mais se esquecem. A terra tem este poder, portanto não admira que os teus avós nunca mais fossem os mesmos. daí as raízes terem tão grande significado.
ResponderEliminarEste teu texto, soou-me, portanto, familiar no sentido em que vivi muitos dos momentos que relatas. Acrescento que escreveste um texto bucólico que, além do que referi, "revi-me" a ler cenas idênticas de um quotidiano rural contadas por alguns dos nossos grandes romancistas.
Mais uma confidência: tenho família que vive nos arredores de Lisboa. Na minha juventude, passava muitas férias junto dela. Achava sempre curioso quando ouvia alguém dizer que ia à terra. Nunca diziam aldeia. Isto diz muito!
Bj, querida D :)
Sendo eu Alfacinha, "a terra" nunca foi verdadeiramente a minha "terra" ... O melhor que arranjei foi esta espécie de proxy, primeiro no Gaviãzinho, quando ia á terra com o Pai, depois em Braga, quando vou á terra com o Marido. Sempre assumi qualquer delas como a "a terra" e adoro todos os minutos que lá passo.
EliminarAos avós faltou-lhes a liberdade de espraiarem as raízes pelo agreste bucolismo do Gaviãzinho.
Beijo, EU, minha querida. :)