"Pegamos o telefone que o menino fez com duas caixas de papelão e pedimos uma ligação com a infância."
Millôr Fernandes
Muitos não sabem quanto tempo e fadiga custa a aprender a ler. Trabalhei nisso 80 anos e não posso dizer que o tenha conseguido.
Johann Goethe
Não me lembro se já vos contei que comecei a falar com 6 meses( foi há tanto tempo...).
Não fui aquilo a que na altura se chamava um bebé Nestlé, não tinha aquele atractivo olhar azul cristalino e bochechas rosadas, encimados por fulvos e brilhantes caracóis. Era uma trinca-espinhas normal com grandes olhos castanhos e cabelo da mesma cor, que nasceu com o condão de repetir tudo o que ouvia desde tenra idade.
Não fui aquilo a que na altura se chamava um bebé Nestlé, não tinha aquele atractivo olhar azul cristalino e bochechas rosadas, encimados por fulvos e brilhantes caracóis. Era uma trinca-espinhas normal com grandes olhos castanhos e cabelo da mesma cor, que nasceu com o condão de repetir tudo o que ouvia desde tenra idade.
Claro está que em competição com uma arara decerto não levaria a melhor, mas rezam as crónicas que falava pelos cotovelos e que desde que pronunciei a minha primeira palavra - guardanapo - nunca mais me calei. A Mãe conta orgulhosa que houve entrevistas à família para o jornal local e que com 10 meses, contei para um gravador de bobina ( inovação tecnológica da altura) a história do Lobo e dos Sete Cabritinhos, recostada no sofá vermelho da avó com o livro no colo, virando as páginas e modulando as respirações e os compassos de espera, como uma verdadeira profissional da oratória Grimiana.
Como é óbvio, não tenho qualquer recordação dos meus tempos de vedeta de bairro e se algo me ficou do meu génio oratório, foi a paixão pelas palavras, sobretudo pela palavra escrita.
Mesmo nos meus anos académicos, a minha retórica era largamente suplantada pelos jogos de letras, que os meus dedos faziam deslizar pelo papel como pequenas peças de puzzles coloridos e harmoniosos, num bailado singelo e preciso, até formarem o desenho que a minha imaginação pintara.
Lembro-me como se fosse hoje da mala castanha com fivelas, do estojo de madeira com uma tampa deslizante que fazia as vezes de régua e que continha um lápis, uma borracha e um apara-lápis, lembro-te tão bem da sebenta cor de papel pardo com um estudante na capa, do caderno de duas linhas e da Cartilha Maternal João de Deus.
As letras eram velhas conhecidas, como desenhos e formas. A sua sonoridade, o valor de cada uma e a ciência de saber juntá-las em dissílabos e polissílabos , formar palavras, frases, parágrafos e textos, foi a cartilha do b-a-ba que me ensinou.
A primeira vez que li sozinha uma notícia de jornal, inchei de orgulho. Toda a vizinhança ficou a saber que a Feira Internacional de Lisboa estava transformada numa galeria de arte infantil por ter em exposição os trabalhes de "O Natal visto pelas crianças", e quando perguntavam como sabia eu disso, retorquía toda lampeira "Li no jornal, ora essa!"
Da cartilha depressa passei aos livros escolares que tinham capas patrióticas e crianças de braço estendido e sorrisos perfeitos, acrescentei ao material escolar um frasquinho de tinta permanente, uma caneta de aparo, um caderno pautado, um quadriculado e um de desenho, uma folha de mata-borrão e uma caixa com seis lápis de cor Viarco. Quando completei a quarta classe com vinte valores, o Pai ofereceu-me uma caneta Shaffer numa caixinha forrada a cetim, que passou a ser o meu maior tesouro. Também me deu autorização para tirar livros das estantes e ler.
Mal ele sabia que acendera o rastilho da minha maior e mais explosiva paixão, aquela que dura e durará tantos dias quantos os que me for permitido andar pelas bandas de cá.
A tua história me impressionou, eu só fui gostar de ler aos 15 anos, por causa da cadeira de Literatura na escola. Só jogava futebol todo o tempo depois da aula.
ResponderEliminarO Mano, o meu irmão do meio, também era mais dado a desportos do que a livros e agora é o meu coach literário :):)
EliminarAbraço.
Um texto muito interessante. Foi uma menina muito precoce. Não sei quando comecei a falar, a minha mãe só me dizia que comecei a andar com 8 meses e tive um tétano com 20 meses, estive à morte deixei de falar e tudo. Não tenho memórias de muito pequena, as primeiras coisas que recordo tinha já sete anos. Também fui uma apaixonada pela leitura desde muito nova, e por causa dessa paixão o meu anjo da guarda deve ter feito muita hora extraordinária. Aprendi a ler na escola, com esses livros de capa patriótica. Em casa não havia livros. O pai sabia ler, a mãe nunca foi à escola. O dinheiro era escasso, muitas vezes não chegava para a comida. Naquele tempo havia umas carrinhas da Gulbenkian que andavam de terra em terra uma vez por mês. Levantávamos ou mais livros, e entregávamos no mês seguinte. Li tudo o que eles me deixaram ler, não tinha em casa quem me orientasse com o que era melhor ou pior. Tinha dois irmãos mais pequenos de quem tinha de cuidar e o tempo para ler não era nenhum. À noite a minha mãe não queria que estivéssemos no quarto de luz acesa, Vivianos num velho barracão de madeira, os candeeiros eram de petróleo e ela tinha pavor de incêndios. Naquele tempo havia uns candeeiros metálicos, bojudos e baixinhos, que chamávamos teimosos. Isto porque quando os deitávamos, eles imediatamente voltavam à vertical. E sabe o que eu fazia para ler? Metia o livro e o teimoso debaixo do lençol, para a minha mãe não ver a luz acesa, metia a cabeça debaixo da roupa e assim lia, num colchão de palha de centeio. Porque nunca adormeci antes de apagar a luz e pôr o candeeiro no caixote que servia de mesa de cabeceira, é que eu digo que o meu anjo da guarda tinha trabalho extra todas as noites.
ResponderEliminarUm abraço e uma boa semana
sabe que li muito dessas bibliotecas itinerantes ? Todas as 2ªs Feiras junto ao chadariz da Igreja da Memória, lá estava eu a trocar o livrinho(s) da semana :)
EliminarO meu pai era de Castelo Branco e veio viver com os padrinhos para Lisboa com 1 ano. Apesar de ser praticamente "de cá", ir "à terra" tornou-se peregrinação anual, e recordo os candeeiros a petróleo, os colchões de palha, os animais, os fornos, do pão, o rio... saudades...
Beijinho querida Elvira.
Que história tão bonita, adorei ler :) a minha paixão pela leitura já começou tarde
ResponderEliminarUma menina tão jovem e tão bonita, a dizer que começou tarde, Andreia :):):)
EliminarBeijinho grande, querida :)
eu acho que ainda não aprendi a ler, o suficiente
ResponderEliminar...mas gostei muito do teu texto
Eu gostava de saber escrever tão bem quanto sei e gosto de ler, mas é um dom que não me assiste, não me sinto minimamente realizada, apesar de gostar bastante de escrever, EM.
EliminarBeijinho
Foi bem precoce na fala!
ResponderEliminarExcelente texto de memórias.
Bjs
Gostava de poder lembrar-me assim, como me contam, espevitada e senhora do meu nariz, Elisabete :):)
EliminarBeijinho
Émedêamiga
ResponderEliminarAntecedi o teu percurso, pois o meu foi quase igual - porque sou mais velho, penso. No entanto levas-me uma vantagem: só comecei a falar - dizia a minha mãe - aos meus onze meses. E a propósito: o nosso terceiro filho, nascido em Luanda, começou a falar aos seis/sete meses. Mas não dizia o c. que substituía a por t. Para ele cão era o tão, o cavalo era o tavalo e assim por diante.
Um dia, a caminho de Moçâmedes, apareceram uns macacos que brincavam junto à estrada. E o Luís Carlos fez um esforço tremendo, tomou balanço e disse macccaccco! Foi uma verdadeira macacada dentro do meu carro com os irmãos a bater palmas e a cantar o parabéns a você^, nesta data....
O puto aprendeu a ler pelo jornal, para saber o que o pai escrevia...
E, last but not the least: ganda texto, o teu! Parabéns
… mas se quiseres ver e saber mais coisas de Caxemira sem pagar bilhete nem visto, vai até à minha Travessa sff. Obrigado.
Qjs
..
Olá Henrique, obrigada ! Finalmente alguém que não acha que eu exagero, porque isto é a mais pura verdade. Agora também sei que o filho do Henrique é cá dos meus :):)
EliminarOlhe que vou muitas vezes de passeio à travessa e por lá me perco em leituras africanas. Tenho um irmão em Luanda e gosto de saber para lhe contar :):)
Beijinho !
Não era só a fala, era todo o ritual da leitura. A tua avó dizia que quem não soubesse, pensava com certeza que estavas mesmo o ler o livro!
ResponderEliminarLadina desde menina, ;D;D
A Mãe diz o mesmo e mais, diz que eu parava, olhava as pessoas e continuava a "ler" no ponto exacto onde tinha ficado.
EliminarEspertinha, aqui a je :):):):)
A cartilha de João de Deus, um dos melhores métodos de ensino do Português. O meu filho aprendeu por ela e já nasceu em 1989. Os CSN&Y são essenciais !
ResponderEliminarA Cartilha pode estar na lista dos démodés da cultura, mas ensinou Portugal a ler. E os CSN&Y são malta da minha "criação" .
EliminarAbraço, Ricardo. :)
Agora entendo porque gosto tanto de vir aqui. É porque gostas das letras e das palavras e brincas com elas com sabedoria e muita mestria fazendo com que fiquemos presos à leitura e à tua escrita. Gosto muito do que escreves. Bjs
ResponderEliminarMinha Gaja favorita, és uma ternura de piquena.
EliminarBeijos. Muitos. :):)
Me senti até emocionada com sua história, beijo Lisette.
ResponderEliminarViva , Lisette, bem-vinda.
EliminarObrigada pelo simpatia e pelo beijinho.
Envio outro, grande. :):):)
Vc foi bem precoce mesmo. Bela história. E ler é sempre muito bom, não importa o que. Não lembro a primeira vez que consegui ler algo sozinho como você, mas queria mt ter me lembrado pq é um momento mt bacana.
ResponderEliminarEu lembro-me de estar feliz da vida... e vaidosa como tudo, Sérgio. Devia ter pouco mais de 6 anos e a notícia ainda tinha um tamanho considerável. :):)
EliminarTenha um bom dia e obrigada !
Abraço
Olá . Passei para agradecer sua visita e conhecer também o seu cantinho. Com a leitura deste lindo post pus-me a recordar dos meus tempos de escola. Lembrei-me da cartilha que ainda guardo comigo e de uma querida professora que me inspirou pelo seu gosto pela poesia dos escritores brasileiros. Lindas lembranças inspiradas por você. Obrigada. Deixo aqui um abraço, desejando-lhe muitas felicidades.
ResponderEliminarViva, Maria, bem vinda !
EliminarTenho muito boas recordações da minha professora da instrução primária. Aprendi muito com ela ... até a gostar de Física e Matemática :):):)
Obrigada e um grande beijinho.
Bem me parecia que tinhas algo de especial.
ResponderEliminarE tenho, querida, 20 quilos a mais !!! :):):)
EliminarAconteceu numa terra muito longe no tempo... podia ser até uma história infantil :)
Beijos, loira máilinda
PUBLICADO HOJE NO MEU BLOG
ResponderEliminarQuero, aqui, agradecer a toda(o)s que vieram desejar-me as melhoras.
Não vou nomear ninguém – seria, no mínimo, pouco elegante da minha parte. Mas irei levar este agradecimento aos respectivos blogs.
Como já estou bastante melhor, embora ainda não tenha recebido “alta médica”, continuarei a responder, nesta minha/vossa casa, a cada comentário recebido (por ordem de chegada), como fazia anteriormente à minha doença.
Não será tão rápido como eu desejaria, mas fá-lo-ei, dentro das minhas possibilidades, o mais depressa possível.
A toda(o)s o meu “muito obrigado!”
Beijo
Miguel
Beijo Miguel, e boa recuperação! Nada menos que 200%, ok??
EliminarBeijos. Muitos. :):):)
MD
ResponderEliminarTambem me senti envolvida, emocionada com esta sua narração. Eu viajei no tempo para lembrar de mim.
Bjs
Viva Sissym, obrigada e um beijo muito grande. :):)
EliminarQue delícia te ler e como é interessante tua história! Muito legal e essa cartilha linda! Adorei! beijos,tudo de bom,chica
ResponderEliminarOlá Chica, minha linda amiga, obrigada e um beijinho. :)
EliminarSeu texto é bonito e gostoso de ler . Parabenizá-la pela precocidade no falar é pouco . O melhor foi saber aproveitar o dom que recebeu ! Beijos
ResponderEliminarViva, Marisa, Obrigada, querida. Um beijo .:):)
EliminarQue cedo que começou a falar,a cartilha qui em casa foi eu que dei á minha filha , alfabetizei ela,
ResponderEliminare agora lê tudo.
bjs
http://eueminhasplantinhas.blogspot.com.br/
Sua filha vai ser sempre grata por lhe ensinar a preciosidade que é a leitura desde pequenina.
EliminarBeijo, Simone. :):)
Nossa! Você é então uma pessoa superdotada, eu nem me lembro se nasci ou me acharam por aí, mas deu pra me virar bem na vida, graças a Deus.
ResponderEliminarParabéns, você foi o orgulho dos seus pais e a raiva dos seus coleguinhas.
Parabéns por você.
Beijos na alma.
Lua Singular
Nem tanto, nem tanto, Dorli. Na escola era recatada e envergonhada e gostava de escrever e desenhar . Não dava graxa às professoras, o que não me fez uma garota popular. Mas era boa naquilo que fazia, estudava muito e sabia bastante e isso deu- me uma sólida base para o futuro.
EliminarNão sou nenhum génio. Deve ter sido uma fase encantadora da minha vida, da qual não me lembro. Só tenho memórias a partir dos meus dois anos de idade.
Beijos e obrigada :) :):)
Nunca ouvi falar de crianças a falar com 6 meses.
ResponderEliminarE muito menos de contar uma história aos 10...
Já agora, começaste a namorar aos 3 anos...? eheheh... desculpa, mas não resisti...
Gostei de saber estas coisas todas de ti.
Bom resto de semana.
Beijo, querida amiga.
Olá Nilson . Lá mais para cima nos comentários, o Henrique conta-nos acerca do filho, que foi também precoce na fala. Creio que foi uma fase muito engraçada da minha vida e que durou cerca de um ano, pois tenho memórias vívidas dos meus dois anos de idade mas tenho mais ideia de descobrir coisas novas todos os dias do que de "ler" histórias. Ler a sério, aprendi com 6 anos, na primeira classe, assim como a desenhar num caderno de duas linhas símbolos chamados letras que correspondiam a sons, que se juntavam para formar palavras. Foi a maior descoberta da minha vida.
EliminarBeijo :):)
Oh! Querida Maria!
ResponderEliminarComoveste-me.
Adoro quando abres o teu baú repleto de emoções.
Uma menina com dons especiais: não me surpreende pois és muito especial.
Beijinhos e continua, gosto tanto.
Querida Pérola, és um doce de menina. :):):)
EliminarBeijinhos.muitos. :)
Que criança precoce. Adorei ler-te e saber do teu amor pelas palavras, pelos livros. Eu li em bibliotecas itinerantes. Não aprendi a ler pela Cartilha de João de Deus (nem tão cedo), Mas já ensinei adultos a ler por essa cartilha.
ResponderEliminarBeijo.
Eu com 10 meses não "lia", Graça :):):)... decorava aos livros conforme os liam para mim. Decorava as frases de cada página, os virares de página, os compassos e as respirações. Como falava muito e muito bem, parecia a quem vinha de fora, que uma criança que ainda não andava sozinha, se sentava com um livro no colo e o lia do princípio ao fim. :):):):)
EliminarA cartilha ensinou-me a ler a sério quando fui para a escola, com 6 anos. Conhecia as letras e "escrevia" mãe , pai, cao,gato,piu... com cubos de madeira, mas não sabia realmente ler nem escrever, tampouco o valor das letras, que até então eram só formas desenhadas
Beijinho. ;)
Nossa, que belo texto! Mas tu foi um bebê prodígio, hein...rs
ResponderEliminarDepois que a gente pega o gosto pela leitura, fica impossível parar de "devorar" livros. É como viver várias vidas através das linhas, da imaginação de outra pessoa. Eu me apaixonei pela leitura através das histórias em quadrinhos... hoje leio de tudo.
Um abraço!
Só quando bebé mesmo, Nanda :):):) Ficou o bichinho da leitura ...
EliminarBeijinho
Boa tarde,
ResponderEliminartexto perfeito de belas recordação com as letras a deslizarem, todos crianças tem enorme capacidades, na maioria das vezes as mesmas são desconhecidas pela família.
Fique bem
AG
http://momentosagomes-ag.blogspot.pt/
Viva, António, agradeço a presença e a simpatia. Gostava de poder ter essas lembranças comigo :):):)
EliminarAbraço
Ontem já tinha o comentário escrito e clicado para entrar; como ocorreu uma falha na net, foi-se. Agora , será mais resumido: Obg por partilhares estas vivências; em quase todas me revejo, excetuando esse lado de "vedeta", o não saber quando comecei a falar (vou perguntar à minha mãe, ela só se gaba de eu já correr tudo aos 8 meses) e não ler jornais na época :) :)
ResponderEliminar(Sobre as leituras, lembro-me muito bem de todos os recantos da biblioteca local e do responsável me deixar requisitar livros "impróprios" para a minha idade :) - Também fazia o seguinte: colocava o livro por debaixo de um caderno e, se a minha mãe entrasse no quarto, fingia que estava a estudar :) )
BJO, querida D :)
Nós, os LEITORES sempre inventámos mil e uma maneiras de prosseguirmos as nossas leituras low- profile. Eu , nas aulas de Religião e Moral, li muito Julio Diniz com capa de A Minha Primeira Bíblia... Até porque a ler a outra, a a sério, a que não era para efeitos de escolaridade , era muito mais interessante.
EliminarBeijos, Eu, querida.
Primeiro leio esta história tão bonita, depois abro os comentários porque quero escrever um a tentar transmitir o que senti, depois leio os outros (comentários) e assisto ao carinho que aqui é entregue. E depois fico mais feliz.
ResponderEliminarObrigada, querida M D ! Um beijinho :-)
A Susaninha é uma pessoa fantástica que vê as coisas que a rodeiam com a luz doce que tem no olhar. Nunca a perca.
EliminarMil beijos.
Andei arredado uns dias e quando volto fico empanturrado de tanto pitéu, eu que sou glutão. Que belas crónicas aqui pôs e umas musiquinhas catitas. Obrigado.
ResponderEliminarOra essa, Agostinho, quem agradece sou eu. :)
EliminarMi casa es su casa.
Abraço e BFS
Boa noite.
ResponderEliminarMuita linda a sua historia, eu amo ler,mas comecei tarde aos 13 anos rsrs.
Um feliz fds.
Abraços.
Não importa começar tarde, Mirtes, desde se que consiga alcançar o objectivo. Você conseguiu ! :):)
EliminarBFS e um beijinho
Amigos (as)guardo no fundo do coração.
ResponderEliminarNum cantinho bem especial.Nesse dia do amigo.
Sinta - se abraçado (da)por mim.
Eu ainda não consegui decifrar..
Porque pessoas que amamos vão embora
sem ser possível dete-las.
E também não conseguimos
do nosso coração.
Meu abraço nesse dia e por todos os outros dias
da minha vida.
Fique com Deus.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
Amigos Para Sempre.
Evanir.
Obrigada Amiga, um bom dia para si também Evanir querida! Um beijo Grande :):):)
EliminarSabes, amiga? Nota-se o quanto gostas das palavras, pela facilidade e brilhante intimidade com que as manuseias! Excelente texto! Boa semana.
ResponderEliminarOlá Árabe, obrigada ! :):)
EliminarVotos de boa semana e um abraço !
Excelente texto. Seu estilo de escrita é, de fato, um construtor de arte que pinta belas histórias na minha mente, de asas robustas. Quando tiver um tempinho, por favor, seria um prazer se lesse um texto que tentei redigir com menos poesia, mas acho que ficou muito poético, ainda.
ResponderEliminarhttp://wordsinthesea.blogspot.com.br/2014/07/para-quem-escrevo.html#more
Abraços!
Viva Daniel, obrigada pelo apoio e simpatia.
EliminarIrei sem dúvida ler o seu texto, meu amigo.
Uma boa semana e um abraço.