segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O Ano do Cavalo


Segundo o horóscopo chinês, em 2014 entraremos no Ano do Cavalo.


Curioso, porque pensava que já por lá andávamos já há alguns anos.


2013 não foi um annus horribilis... 
Faleceu a minha sogra Aurora e mais 5 tios em Vila Verde. O Marido ficou a ser conhecido na A1 pelo Pipoco 2, tantas as vezes que a percorreu.
Veio a Páscoa, o que é uma trabalheira brutal.
Vieram os meus cunhados de Braga pela 1ª vez nos 30 anos em que se desvelaram no apoio aos idosos que partiram.
Veio a Maratona, o que é uma trabalheira de monta.
Começou a minha ConSogração e os preparativos para o Casamento da Pérola mais velha.
Entrei em warp e num reboliço vertiginoso à medida que Julho se aproximava.
Chegou Julho e eu já andava com a Lucy... in the Sky,  sem os diamonds mas  mais cheia de ar quente do que um balão.
Parecia até um Balão.
Comecei uma dieta para ficar com cara ( e não só) de mãe da noiva
Acabei com a dieta passados 2 dias.
Chegou o dia. Foi lindo. A minha pérola foi A noiva... tinha uma beleza suave e irradiava um brilho comovente e decidido.
Acabou o casamento.
Fiz as malas e fui para  Alvor, com o Marido e a Pérola mais nova.
Comi, li bebi, comi, descansei, passeei, nadei, comi...
Vim mais gorda.
Chegou Agosto e a loucura total :"I like to move it,move it!
Já deito os bofes pela boca e férias só no Natal
Fiquei maneta da mão esquerda , mas nem um Richard Kimble me apareceu.
Fiz tanta injecção intra-muscular, que, vista de trás, muito poderia contribuir para uma aula de Geografia física, por exemplificar perfeitamente Portugal no seu relevo e cambiantes de cor e textura.
Fiz uma RM. Aquilo é quase como experienciar o barulho numa zona de guerra total.
Resultou numa hérnia profusa C6C7, que inibe o movimento dos dedos da mão esquerda.
Continuei maneta: concluiram que é para operar e eu sou uma borrada neste tipo de coisas, tenho andado a protelar.
Fiquei doente. Mais tratamento, muito mais agressivo, mas bastante mais eficaz.
A Pérola mais nova teve um 19 a Latim. Sai à mãe a piquena, tem jeito para línguas.
Está aí o Natal. Vou de férias para descansar e para poder trabalhar como deve ser na Minha Guerra nas sobrecargas que o Natal traz.
Acabei as férias quase com o ano, que também acaba amanhã: 2014 está já aí.
Aposto que este Ano do Cavalo que está quase de chegada, também vai passar a galope.


 Meus queridos todos , um Feliz 2014, pleno de saúde e Paz, porque o resto, a gente faz.




Até para o ano, meus amores !



                               


  PS.: Foto da Bela Aurora ... tirada da janela do meu quarto

Mistérios da Criação



"E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra."

Gênesis 1:27-28


Pelo estudo fundamentado dos valores morais que conduzem o comportamento humano em sociedade, diz-nos a ética que a liberdade, igualdade e fraternidade são extrínsecas a todos os homens independentemente da cor, raça ou credo. Já a moral, mais orientada na vertente do cumprimento de regras, tabus e convenções , direcciona a conduta dos indivíduos e determinando no fundo o seu comportamento em sociedade.


Se é aceite que todos os homens nascem iguais aos olhos de Deus, não quer por vezes a fortuna que alguns nasçam iguais aos olhos dos homens. Em alguns recém nascidos o reconhecimento das deficiências é imediato, noutros casos as insuficiências só se revelam com o passar dos anos. O avanço da medicina muito tem contribuído para  a aceitação e integração na sociedade das pessoas que se encontram em desvantagem ; têm novos tratamentos, mais apoios, aprendem ofícios, arranjam empregos , tornam-se parte integrante do meio social.






Este intróito serviu para contar a história do Gonçalo. À primeira vista o Gonçalo é um homem catita, nos seus vinte e muitos, de altura acima da média, bem constituído e desembaraçado. A ilusão acaba quando abre a boca escurecida do negro-de-fumo,  e escancara aquele sorriso  cândido  que lhe ficou da Terra do Nunca.

O Gonçalo é um menino no corpo de um homem feito. E como todos os seres humanos, o Gonçalo tem necessidades, impulsos que não consegue reprimir, dos quais já resultaram duas crianças, cada de sua mãe, e  uma terceira a caminho.

 Passa a vida em bolandas com processos no Tribunal de Família e Menores pelas exigências contínuas das progenitoras quanto aos montantes das pensões de alimentos,  e sonha um dia o ganhar o poder paternal.


"Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…”



Qual é a justiça, para as crianças, fruto deste tipo de relações ? Nada sabem do Gênesis nem da multiplicação, não pediram para nascer ! Vão sofrer misérias sem um lar, sem uma família, sem qualquer normalidade na vida.
 Para já, são três, mas pelo visto, o número tende aumentar exponencialmente.
Não precisa o Gonçalo de mais explicações sobre os métodos de prevenção da natalidade, porque é coisa que ouve todos os dias. Diz-se-lhe, ralha-se ... Ouve, baixa os olhos e sorri travesso e brincalhão como se fosse um catraio apanhado a fazer uma grande tropelia....




                                

domingo, 29 de dezembro de 2013

Any Given Sunday

"Da árvore do silêncio pende seu fruto, a paz." - Arthur Schopenhauer





Silencio

Yo que crecí dentro de un árbol
tendría mucho que decir,
pero aprendí tanto silencio
que tengo mucho que callar
y eso se conoce creciendo
sin otro goce que crecer,
sin más pasión que la substancia,
sin más acción que la inocencia,
y por dentro el tiempo dorado
hasta que la altura lo llama
para convertirlo en naranja.

Pablo Neruda






Os Domingos são dias normais, dias de trabalho. Dias de mais trabalho do que qualquer outro dos dias da semana.
Sempre trabalhei aos Domingos.
 O shot de adrenalina é administrado aos poucos. Começa a sentir-se o acelerar da pulsação no trajecto casa-trabalho, vai aumentando de intensidade progressivamente e de tal modo que, quando já devidamente armada e couraçada ai do primeiro Galactus que me tente enfrentar. Aos Domingos sou um fórmula um que pode ter corrido em Le Mans em 81 e para o qual a Porsche já não faz peças, mas caramba, um F1 é sempre um F1 e com  todos os predicados que um excelente bólide vintage pode oferecer.
Como qualquer outra antiguidade de qualidade, dias há em que o motor não pega, provavelmente problemas no carburador ou no injector e a solução é encostar ás boxes. Já tive Domingos assim, alguns, mais do que gostaria, mas exceptuando estas situações de oxidações na engrenagem, só não trabalho ao Domingo se estiver de férias.

Hoje é Domingo e estou de férias.

Vou aproveitar para fazer aquilo que tenho vindo continuamente a adiar, mas não consigo concretizar por falta de tempo : vou tirar o resto da  tarde para fazer NADA.
Será sem dúvida uma experiência diferente, pois fazer nada dá uma trabalheira enorme : como escolher entre uma miríade de coisas apetecíveis o que não fazer para poder fazer NADA ?
"É a desvalorização e a morte do sentido, a ausência de finalidade e de resposta ao “porquê” dizem os niilistas; mas se dizem o que dizem , porque pensaram no que disseram, a acção de pensar e dizer será NADA ? E se a uma acção corresponde sempre uma reacção, no fim acabaria eu no meio de alguma actividade. E qualquer dinamismo seria  seguramente algo, e algo nunca poderá ser NADA.
Fiquei baralhada demais. Vou adiar a tarde de fazer NADA para quando não estiver indecisa sobre o que não fazer.

Tenho 2 belos livros, N caixas de chocolates, meia dúzia de polares e 3 comandos (TV, Iris e Media Player) ... acho que se escolher oferecer-me as pequenas indulgências do costume, vou aproveitar o singular silêncio que por aqui reina e  passar uma tarde perfeita.

Até amanhã, lá, na luta : 

"Aqui é onde os encurralamos. Aqui é onde nós lutamos. Aqui é onde eles morrem."  Leonides

PS.: Quero esclarecer que somos só cerca de 150 e os Xerxes que recebemos  diariamente fazem com que  Termopilae pareça a Disneyland.



                               



sábado, 28 de dezembro de 2013

Meet the Parents

“I sat down and tried to rest. I could not; though I had been on foot all day, I could not now repose an instant; I was too much excited. A phase of my life was closing tonight, a new one opening tomorrow: impossible to slumber in the interval; I must watch feverishly while the change was being accomplished.”- Charlotte Brontë



Escolhido por uma questão de necessidade de coadunação de horários e disponibilidades, ficou o Sábado 28 de Dezembro de 2013 agendado to Meet the Parents ( the in Laws, I mean).
A Pérola mais nova a quem se atribui o epíteto de futura nora, já privou com os parentes do Genro- wannabe e fala maravilhas sobre a simplicidade, simpatia e aceitação imediata e incondicional que encontrou no seio da família do seu eleito.
O presente Genro -wannabe ( o anterior já oficializou e me condecorou com a gargantilha da  Ordem das Sogras -um tanto ou quanto apertada demais para o meu gosto, mas enfim...) , como ia dizendo o pretendente a genro actual afigura-se bom rapaz. É um homem a quem a vida endureceu já aos 24 anos, por contar no currículo da profissão que abraçou duas campanhas com o contingente das forças especiais  portuguesas no Afeganistão. É calado, cumpridor,  comedido e gosta muito da minha filha.

E porque se me derem trela, nunca mais me calo, começo a divagar e um texto que seria suposto ter dois ou três parágrafos, não tardará a fazer parecer o Ulysses um folheto de cordel, se atentarmos ao tamanho.





Só conheço a família de ouvir falar; como serão ? Quero parecer bem.. quero fazer bem... quero dizer bem ... quero que levem boa impressão desta família, da  casa, dos  cozinhados, da conversa... quero abrir a alma e não retrair sentimentos, pois se nada tenho para esconder e tenho sempre tanto de mim para dar... Quero apreciação e apreciar.... no fundo o que eu quero mesmo mesmo, é que o jantar corra bem. Que no final haja sorrisos espontâneos e sentidos.

De volta aos tachos, com o coração nas mãos, com  a ajuda de Goethe e com a certeza que amanhã é já daqui a nada:


"Quem supera, vence."




                 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

The Gift

He who has not Christmas in his heart will never find it under the tree.   - Roy L. Smith




... Pois não, não estava lá nada.... ainda não tinha chegado...



Todos os anos antes do Natal, há a tradicional época das sondagens, porque é muito engraçado rasgar papeis e dar gritinhos de surpreendida alegria, mas é mais engraçado ainda que toda aquela representação seja de valor e  o presente coisa de utilidade e não algo mais para engrossar o rol do que para o ano poderemos impingir a alguém  e até, se não estivermos bem atentos, à mesma pessoa de quem o recebemos.

Já nos aconteceu ofertarmos dois familiares pelo seu aniversário e recebermos os presentes de volta no Natal... foi uma risota pegada, apesar do rídiculo da coisa.


E porque as coisas são como são e a vida não é , nem se vislumbra se alguma vez será um mar de rosas ou até mesmo uma pequena ribeira, sondamos todos os de cá, com um proposta com plafond, onde enumerarão numa listinha o que necessitam até se atingir o dito.



Ora eu, pessoa antiga e previdente, nunca preciso de nada. Gostava de muita coisa, gostava, mas precisar a sério, mesmo, mesmo, não preciso.Entrego a minha lista, com um item no fim, que na realidade não preciso, mas como escrevo a mesma coisa há tantos natais, já se tornou private joke.



E como também é costume, à ultima hora mimoseio-me com aquilo a que chamo "Me to Me", normalmente uma pequena e saudável caixinha de Mon Cheri.



Este ano não tive nada. "Austeridade" pensaram todos " atraso nos correios" pensei eu, porque outra coisa não era.



Chegou hoje.



O Holy Grail dos meus livros de BD. Persigo a colecção completa há alguns anos, e , no ano do Senhor de 2013, com o precioso auxílio de um  cavaleiro que não  desistiu de ajudar (velhas ) donzelas angustiadas, tenho os 4 livros em meu poder.







R. meu amigo

 que poderei mais dizer-te senão muito obrigada ? Foste FANTÁSTICO !!!!



Para ti R. com um grande obrigada da Tia D

                                


PS: E para ti também dosÉnes, porque sem o teu Blog ainda andava in Quest for the Holy Grail ! :):)


In the Cage

"Há coisas encerradas dentro dos muros que, se saíssem de repente para a rua e gritassem, encheriam o mundo." Federico Garcia Lorca




Já fiz um post sobre muros há tempos atrás.


Muros são sempre limitações, seja quais forem os objectivos a que se propôs o seu construtor. Muros servem para delimitar, para fechar, para prender.





 Seja de fora para dentro, como a Grande Muralha da China ,  a Muralha de Adriano ou a delimitação fronteiriça EUA-México,  cujo propósito foi ( e ainda é) manter os invasores e ilegais afastados, ou de dentro para fora, como o Muro de Berlin ou a Safety Wall ( irónico o nome...) na Cisjordânia, fortificações que isolam países inteiros e que circunscrevem o espaço e a vida das pessoas que neles habitam.






Depois há os muros das prisões, tantos e tão longos, que postos em linha dariam a volta ao globo terrestre.
O ser humano é o único animal que encarcera  outros animais de diferentes espécies; encarcera também o seu semelhante, o bípede homo sapiens. A questão deontológica da aplicação da justiça dos homens, nunca há de ser pacífica nem conforme em igualdade.




Deixei para o fim os  outros muros, aqueles mais altos, mais fortes, mais horrendos e intransponíveis, que são os muros da intolerância.




Em pleno século XXI, cor, credo, raça e género continuam sem o reconhecimento que tanto criacionistas como evolucionistas lhes conferiram.




São séculos de segregacionismo, preconceito de género, xenofobia, homofobia, intolerância religiosa.... A história dos homens  tem milhões de páginas que descrevem os horrores, as atrocidades a que os seres humanos sujeitaram os seus iguais, em nome da pureza da raça, da verdadeira profissão de fé, da ginecofobia machista ou simplesmente da diferença.





Os meus votos para 2014 são os mesmos que já vêm de há longa data, a cada final de calendário : Saúde e Paz ... o resto a gente faz. 
Este ano acrescento Tolerância : Tolerância para mim, para que possa ser uma pessoa melhor no trato com o meu semelhante e tolerância para todos os homens de espírito aberto e vontade férrea. Se cada um de nós é um grão de areia no espaço infinito do universo, muitos grão de areia poderão formar o areal por onde poderemos correr em liberdade impolutos de corpo e espírito aos olhos do mundo.  




                           


Somos todos prisioneiros do preconceito, e mesmo sem nos apercebermos procuramos incessantemente abrir a gaiola e sair em liberdade, porque a felicidade de todos é a soma da felicidade de cada um.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Do vazio e outras coisas

"Estou cansado, tenho de tentar descansar e dormir, senão estou perdido em todos os aspectos. Que 
esforço manter-se uma pessoa  viva. Erguer um monumento não exige que se gaste tanta força." - Franz Kafka



.... Olhem lá se ele filosofasse menos e trabalhasse mais ? Dois dias na cozinha à volta dos tachos, das panelas e dos tabuleiros, pilhas de loiça para arrumar e limpar... os rescaldos natalícios não são propriamente pêra doce.


 Ninguém nasce ateu. Com certeza que o rapaz teve alegres Hanukkas proporcionados pela família burguesa de classe média alta no seio da qual nasceu. O despotismo paterno, os ventos de guerra ,  ter sido um late bloomer mal resolvido na sociedade intelectual e boémia Checa, e a consunção que acabou por lhe levar a melhor, em muito contribuíram  para a loucura e o surrealismo patente nas suas obras. Hoje kafkiano é praticamente sinónimo de  absurdo, e nem tudo o que é absurdo é de génio ou de uma incompreendida genialidade tal, que só uma elite consegue entender e transcender das suas obras. Li. Lê-se. Não volto a ler. É leitura de uma vez só.






Como é costume, perdi-me no meio disto tudo...

 Não ergui um monumento, não me transformei numa barata tonta,  estive sempre em processo de  cozinhar com esmero e arte, muito, como sempre, muito bom, como é tradicionalmente veredicto( cof cof )... jantou-se, almoçou-se, voltou a jantar-se e ainda há de fartura para hoje se fazer  uns bocadillos.

Limpar os restos do Natal não é fácil. É uma sentença  agridoce...  acabou o barulho, o fogão, a loiça, a mesa, os papeis, as fitas, os sacos... já cada paguro regressou à sua concha, ao seu espaço murado onde cada homem ou mulher é o senhor do seu castelo... 

Reclamei do cansaço e agora  posso descansar, relaxar em meditação, está tudo tão silencioso e tão vazio...





                              

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Christmas Time....

"Honrarei o Natal em meu coração e tentarei conservá-lo durante todo o ano" - Charles Dickens






 Cantamos? Uns acordes para alegrar o espírito , fazem maravilhas, depois dos aperitivos , jantar, coisas boas e quando se está sequioso.......

1, 2, 3,  vamos lá :



We waited all through the year
For the day to appear
When we could be together in harmony

You know the time will come
Peace on earth for everyone
And we can live forever in a world where we are free
Let it shine for you and me

There's something about Christmas Time
Something about Christmas
That makes you wish it was Christmas every day

To see the joy in the children's eyes
The way that the old folks smile
Says that Christmas will never go away

We're all as one tonight
Makes no difference if you're black or white
Cause we can sing together in harmony

I know it's not too late
The world would be a better place
If we can keep the spirit more than one day in the year
Send a message loud and clear

There's something about Christmas Time
Something about Christmas
That makes you wish it was Christmas every day

To see the joy in the children's eyes
The way that the old folks smile
Says that Christmas will never go away

It's the time of year when everyone's together
We'll celebrate here on Christmas day
When the ones you love are there
You can feel the magic in the air- you know it's everywhere

There's something about Christmas time (pause)
something about Christmas time (pause)
something about Christmas time
Something about Christmas time
That makes you wish it was Christmas every day

To see the joy in the children's eyes
The way that the old folks smile


Says that Christmas will never go away

There's something about Christmas Time
Something about Christmas
That makes you wish it was Christmas every day

To see the joy in the children's eyes
The way that the old folks smile
Says that Christmas will never go away

Please tell me Christmas will never go away (slow)












Uma Boa noite de Natal para todos, com coisas boas e alegria, e tenham por favor em consideração que tanto a garrafa de Gin como a de de Tónica já entraram em défice  no dia 25 de Dezembro, mas foi por uma boa boa causa ( sometimes we indulge ourselves with nonsenses, but that's what life it's all about...) Saúde e Paz. Beijinhos da D.


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Cai neve em Nova Iork, - versão Cai chuva em Belém e arredores

"Chuva civil não molha militares" - Adágio Popular


Vou até à Minha Guerra, para fugir à aguada
Com chuva de molha Tolos
Não sei se acabo molhada





No sorriso louco das mães batem as leves
gotas de chuva. Nas amadas
caras loucas batem e batem
os dedos amarelos das candeias.
Que balouçam. Que são puras.
Gotas e candeias puras. E as mães
aproximam-se soprando os dedos frios.
Seu corpo move-se
pelo meio dos ossos filiais, pelos tendões
e órgãos mergulhados,
e as calmas mães intrínsecas sentam-se
nas cabeças filiais.
Sentam-se, e estão ali num silêncio demorado e apressado,
vendo tudo,
e queimando as imagens, alimentando as imagens,
enquanto o amor é cada vez mais forte.
E bate-lhes nas caras, o amor leve.
O amor feroz.
E as mães são cada vez mais belas.
Pensam os filhos que elas levitam.
Flores violentas batem nas suas pálpebras.
Elas respiram ao alto e em baixo. São
silenciosas.
E a sua cara está no meio das gotas particulares
da chuva,
em volta das candeias. No contínuo
escorrer dos filhos.
As mães são as mais altas coisas
que os filhos criam, porque se colocam
na combustão dos filhos, porque
os filhos estão como invasores dentes-de-leão
no terreno das mães.
E as mães são poços de petróleo nas palavras dos filhos,
e atiram-se, através deles, como jactos
para fora da terra.
E os filhos mergulham em escafandros no interior
de muitas águas,
e trazem as mães como polvos embrulhados nas mãos
e na agudeza de toda a sua vida.
E o filho senta-se com a sua mãe à cabeceira da mesa,
e através dele a mãe mexe aqui e ali,
nas chávenas e nos garfos.
E através da mãe o filho pensa
que nenhuma morte é possível e as águas
estão ligadas entre si
por meio da mão dele que toca a cara louca
da mãe que toca a mão pressentida do filho.
E por dentro do amor, até somente ser possível
amar tudo,

e ser possível tudo ser reencontrado por dentro do amor

(H.Helder)

domingo, 22 de dezembro de 2013

Presépio

"Onde houver uma árvore para plantar, planta-a tu. Onde houver um erro para emendar, emenda-o tu. Onde houver um esforço de que todos fogem, fá-lo tu. Sê tu aquele que afasta as pedras do caminho." - Gabriela Mistral




.... E  é isto tudo o que a palavra Natal devia significar.


El Establo


Al llegar la medianoche 
y al romper en llanto el Niño, 
las cien bestias despertaron 
y el establo se hizo vivo. 

Y se fueron acercando, 
y alargaron hasta el Niño 
los cien cuellos anhelantes 
como un bosque sacudido. 

Bajó un buey su aliento al rostro 
y se lo exhaló sin ruido, 
y sus ojos fueron tiernos 
como llenos de rocío. 

Una oveja lo frotaba, 
contra su vellón suavísimo, 
y las manos le lamían, 
en cuclillas, dos cabritos... 

Las paredes del establo 
se cubrieron sin sentirlo 
de faisanes, y de ocas, 
y de gallos, y de mirlos. 

Los faisanes descendieron 
y pasaban sobre el Niño 
la gran cola de colores; 
y las ocas de anchos picos, 

arreglábanle las pajas; 
y el enjambre de los mirlos 
era un velo palpitante 
sobre del recién nacido... 

Y la Virgen, entre cuernos 
y resuellos blanquecinos, 
trastocada iba y venía 
sin poder coger al Niño. 

Y José llegaba riendo 
a acudir a la sin tino. 
Y era como bosque al viento 
el establo conmovido...

Gabriela Mistral






sábado, 21 de dezembro de 2013

Season's Greetings

“Then the Grinch thought of something 

he hadn't before! What if Christmas, he

 thought, doesn't come from a store. 

What if Christmas...perhaps...means

 a little bit more!” - Dr. Seuss





Queridos amigos, leitores, comentadores

, detractores... Queridos todos os que por

 aqui vêm e deixam a sua marca. 

Não me é possível desejar-vos Festas Felizes

 um a um, mas desejo de coração muitas 

felicidades, saúde e Paz para TODOS.


Um beijão do tamanho do Mundo. D




( O meu Pai vivia o Natal intensamente. Quando se perdem as pessoas, as tradições também se desvanecem um poucochinho.A música favorita dele, tocamo-la todos os anos e choramos a sua falta. 
Olha Pai, o Jack e a Nana ! )





                    

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Rap- Ada (até ao fim)

"Se os macacos chegassem a 

experimentar tédio, poderiam tornar-

se gente."- Johann Goethe




Rap das Festividades

O astro rei brilha alto lá no céu
já cortei a trunfa 
estou com o pescoço ao léu
Fiquei menos velha, mas com cara de juízo
Se estiver frio lá na rua
Vou rapar cá com um griso
Hoje é dia de por deveres em dia
dia de fazer o que há que tempos devia
Dia de amassadela geral
É dia de sair para as compras de Natal

Não há fuga, pah não faças cara feia
Não inventes dores ou gripes ou diarreia
(Beatbox)


Começo na outra banda, acabo lá para a Luz
Se pudesse renegava, qual demónio faz à cruz
sei bem que não pode ser e aceito a realidade
pode ser seca pra mim e prós outros felicidade
que desdita de infortúnio, porra de fatalidade
Desta vez não fui por cliques
Por uma data de razões
prometem pontualidade, mas não passam de aldrabões
acabei por dar papeis que valiam doações
Que só chegaram na Páscoa ou lá mais para os Verões.


Não há fuga, pah não faças cara feia
Não inventes dores ou gripes ou diarreia
(Beatbox)


Lojas cheias, no meio uma ilha
Um monte de velhas, remexe na pilha
Agarro uma manga que se desprendeu
"Alto lá dama, o casaco é meu"
Diz uma Tia com a manha da arte 
"Estava ali ao lado , posto de parte"
De parte o tanas,  fiquei jururu
"Pois fique com ele, e meta-o no saco!"
"Quero isto nesta cor, por favor, tamanho S"
"Neste momento o único que temos é esse." 
FFFFFFFF......

Não há fuga, pah não faças cara feia
Não inventes dores ou gripes ou diarreia
(Beatbox)


Não dá, não há pachorra para ali estar
Está um bafo horrível a suor e gente a respirar
O ar condicionado está quente de assar
Estou com uma vontade louca de "bazar"
Calma , que ainda faltam coisas para comprar
tem que ser hoje, nunca mais vou cá voltar
Tem dias que preciso mesmo duns bananos
porque faço a mesma fita todos os anos

Não há fuga, pah não faças cara feia
Não inventes dores ou gripes ou diarreia
(Beatbox)

Estou práqui há horas, chateada
A 2ª circular estava parada
E nós com pressa pra chegar ao outro lado
"Minha se quiseres bota-te a nado"
Fogo meu, bichas por todo o lado
Atenção que bicha é palavra de reguila
Uma dama da soçáite diz é fila


Não há fuga, pah não faças cara feia
Não inventes dores ou gripes ou diarreia
(Beatbox)

Comecei um Rap e acabei rapada.
Passei o dia inteiro para trazer quase nada
doem-me as costas, os pés, estou derreada
o raio do cartão levou uma bruta abada
O país das maravilhas é uma grande fantochada
Isto da Festas é o fim da macacada! Yo!
(Beatbox)



Peace out



( Dedico o Rap das Festividades natalícias a todos os meus amigos e leitores. Retirei a música, que era gira , mas quem viu o 8 mile, conhece a batida certa para esta letra. Cuida-te Eminem, chegou o M&M !!)