quinta-feira, 31 de outubro de 2013

I Witch upon a scar.

“Into the air, over the valleys, under the stars, above a river, a pond, a road, flew Cecy. Invisible as new spring winds, fresh as the breath of clover rising from twilight fields, she flew.” ― Ray Bradbury









Demónios chifrudos, homens do saco, papões e bruxas com grandes e verrucosos narizes, vassouras, chapéus pontiagudos e gatos pretos, sempre fizeram parte do meu imaginário, desde que me lembro como gente.

Na catequese obrigatória, onde nos ensinavam a temer a Deus e aos santos sob pena de entregar ao diabo a nossa alma imortal e acabar com os costados no inferno à mercê de mil torturas, obrigavam-nos a persignar  à menção da palavra bruxa. Eu detestava os Domingos de manhã. Eram dias de medo e angústia : nós éramos sempre pecadores, criminosos aos olhos de Deus, que teríamos que expiar os nossos pecados.  No confessionário, sítio lúgubre e bafiento, era obrigatório contar a um tipo que não conhecíamos de lado nenhum os crimes que cometêramos nessa semana, e ele, misericordioso representante das mais altas esferas e indigitado no perdão aos homens, dava-nos a absolvição por meio de 500 e tal rezas e terços,  abençoava-nos e mandava-nos comungar, receber o Senhor,  já com a alma purificada durante o ritual da missa.

Ouvir falar à boca pequena que fulana de tal foi à bruxa era o suficiente para me deixar acordada noites a fio, apavorada com os castigos divinos que daí iriam seguramente advir para a prevaricadora, e nós, que morávamos portas meias, iríamos seguramente comer por tabela. Assolavam-me imagens terrificas de passagens do livro do Gênesis onde a água e o fogo castigavam os ímpios e no meu pensar de 7 anos de vida, o medo e o horror andavam de mãos dadas e acompanhavam o meu dia a dia. E assim foi, durante anos, tempo demais. E os danos nunca chegaram a cicatrizar convenientemente.

Depois de passarmos do oito para o oitenta e acreditarmos que a religião era afinal o ópio do povo, ensinaram-nos que as bruxas eram "mulheres de virtude" com poderes de percepção  extra-sensoriais e paranormais  , que através de cartas, pedras, búzios, cristais, sei lá, uma miríade de modos diferentes, viam os problemas dos vivos e não só e ajudavam-nos a ultrapassá-los, com conselhos e mezinhas, tudo isto em troca dum "donativo" sempre com um limite mínimo.

Só depois das trevas se abrirem e de conseguir reduzir o brilho doentio da luz que veio de repente, fui capaz de me construir na pessoa que hoje sou, sempre ávida de conhecimento, crente sem templo, democrata sem partido, ignorante do amanhã.

Deliciei-me com a Morgan Le Fey de Marion Zimmer, procurei saber sobre as Hag, as Streghera, as Hacates e as Circes, Saramago mostrou-me os autos de fé, as Bruxas de Salem a histeria colectiva que qualquer religião representa, Hogwarts a magia da vida.


Se passarem pela Minha Guerra e lhes falarem de mim, não é incomum ouvir replicar" Quem,  a bruxa ?" Eu sorrio sempre aquele sorriso condescendente de quem sabe o que eles não sabem : Bruxaria é o nome que os primeiros cristãos atribuíram ao culto da Deusa "que se evidencia no fluir das estações do ano"... Eu, deusa... eheheheheheh... E esta, hein ???



terça-feira, 29 de outubro de 2013

Coisas de arrepiar....

 O Surfista dos sonhos


Mito urbano ? História de Halloween ?

Cruzes Credo, abrenúncio !!!!


Reportagem Paris Match:



"THIS MAN", LE SURFEUR DE RÊVES

Quando apagar a luz e me propuser dormir, será que também invadirá os meus sonhos ?
Quem é, o que quer, que me dirá ?


"One, two, This Man's coming for you! 


Three, four, better lock your door! 



Five, six, grab your crucifix! 



Seven, eight, better stay up late! 



Nine, ten, you'll never sleep again!"



domingo, 27 de outubro de 2013

Koiland

"Então e o raio do tempo, hein ??"


Esta é normalmente a frase mais batida em todas as conversas,  de todas as gentes, em todo o mundo. É a frase típica de quem já falou o que disse,  nada mais tem para dizer e quer fazer render o tempo.
 Hoje é a minha frase do dia, porque espelha a minha realidade. O raio do tempo anda a dar comigo em doida: saio de casa ainda sem luz e com um friozinho de corta-roupa, embrulhada até ao pescoço num casaco e numa echarpe, que depois, à laia de stripper vou retirando conforme o sol desponta e aquece as paredes de pedra e cal, até ficar praticamente em mangas de camisa. É nessa altura que o meu grande inimigo leva a melhor, e porque o que tem que ser tem muita força, ligo o ar condicionado.

Ora isto é diabólico para as minhas articulações, rijas como nós de madeira , que rangem, estalam e gritam como aspirantes a bruxas torturadas até à exaustão pela Santa Inquisição. E como quem sai aos seus não degenera, olho-me no espelho pela manhã e vejo lá , escarrapachadinha, a cara do meu primo Olheiras Grandes, que vive lá para trás do sol posto, numa terra chamada Koiland, onde quase todos os habitantes têm problemas nas juntas ( acredito que até nas Câmaras os têm, mas vá), e onde quase tudo tem um ar um tanto ou quanto fishy.




Visitei Koiland a convite do meu primo e fiquei em casa da Macaca Marca, marcada por muitas noites de trabalho de bate perna pelas esquinas da terra dos kois, que tal como eu tem um feitio complicado mas é levada da breca e  demo-nos logo bem. Com excelentes conhecimentos, como aliás o têm sempre estas senhoras macacas, apresentou-me a um monte de gente interessante, fishy-chic de primeira água, o que me levou a concluir que afinal  o Senhor Lei precisa de óculos, o Senhor Volumoso continua a encher-se, o Sonso e o Mafarrico, os Duendes irrevogáveis e ignorantes continuam a dar cartas marcadas , que o Senhor Sempre em Pé continua a afirmar a sua isenção de culpa no buraco que está a alargar ao lado do coreto, e que depois de se ter dado às mil maravilhas como comentador, vai voltar em força e fazer os Duendes idiotas andar num virote...
Conheci também o filho mais novo do Homem dos sinos, o Senhor Carrilhão, que agora é notícia em tudo o que letra tenha, por interpretar magistralmente aquele famoso clássico do folclore português " Sebastião come tudo, tudo, tudo..."

Não gostava de morar lá, é uma terra muito colorida para o meu gosto de pessoa antiga e  sóbria. Prefiro mil vezes esta realidade nua e crua à beira mar, do que uma terra de faz de conta onde toda a gente vive alegre e despreocupada, apesar dos buracos, dos ignorantes, dos enchidos, dos que nunca caem, ah! e de  terem todos problemas nas articulações que fazem com que qualquer junta se sinta melhor separada.




Mas são gente simpática e não me deixaram vir de mãos a abanar. Botaram-me duas no saco azul, pois nunca se sabe quando as minhas de origem darão as últimas e vou precisar de fazer uma swap.






sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Maktub... ou só escritos mesmo....

" Já estava escrito"... e dito também...


Quando eu era (mais) nova, sempre que havia uma casa para alugar ou prestes a ficar vazia ( sim, que essa moda de casa própria é coisa relativamente recente, aí para 35 anos, vá) o senhorio ou dono do imóvel como preferirem, punha escritos nas janelas. Os ditos escritos eram somente quadradinhos de papel branco colados nos vidros que,contrastantes e chamativos, indicavam a vacância do local. 
Era um método simples e eficaz que publicitava por assim dizer, a iminente disponibilidade de um espaço , sem anúncios no jornal, mediadoras imobiliárias, Internet ou redes sociais. E a mensagem chegava sempre aos interessados e aos curiosos.




Estranhamente, na era de todas as tecnologias, os escritos voltaram a estar na moda. 
Há que reanimar o arrendamento urbano e os quadradinhos de papel branco são uma maneira simpática de o conseguir. Como método de informação visual e empírico que revive tradições centenárias, não poderia estar mais trendy nos dias de hoje.


A facilidade com que percebemos a ideia de espaço vazio pelo relance en passant de um quadrado de papel branco, remete-nos para a possibilidade de não estar muito longe o dia em que nos cruzaremos nas ruas das nossas aldeias, vilas e cidades com post-its brancos colados na testa. 


Resta a esperança que possa haver ainda maneira de revitalizar esse espaço devoluto.



terça-feira, 22 de outubro de 2013

To die, to sleep...





Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês
Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país

Saudade de sonho lindo.....

Prefiro mil noites insones aquelas  em que os sonhos,  estranhos, belos e terríficos, me acordam num sobressalto de suor, respiração penosa, ofegante e boca seca com sabor a terra de cemitério.
Prefiro não dormir a dormitar e assolarem-me fantasias kafkianas, surreais, absurdas e ao mesmo tempo tão desesperadoramente reais.
Prefiro ouvir música, escrever mensagens aqui e ali, no iPad , com os erros de caligrafia tão comuns numa pessoa antiga, cujos conhecimentos limitados sobre as novas tecnologias estão sempre em conflito consigo própria e com a própria tecnologia. Abomino correctores ortográficos, que me fazem dizer por escrito alarvidades que desconheço. Irrequieta, faço tudo com grande pressa, quando afinal o tempo é um gastrópode, uma lesma de barro enfadonha, inerte e pesada. Só é veloz quando ao corpo concerne. 


Prefiro que o reino de Morfeu seja um portal, a passagem para aquela dimensão onde já estivemos e onde está quem gostaríamos de revisitar. Onde a nossa fantasia ganha asas, onde nos ouvimos rir e rimos das nossas bromas. 
Prefiro não dormir, não sentir angústia nem medo de sonhar.

Deus dará...


"Tudo quanto é belo manifesta o verdadeiro." - Victor Hugo

Céu, sol e mar.... o resto Deus dará...







Coisas do Android...

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Pedaços de Insta- D-ram




"Queremos ir ao Céu, mas não queremos ir por onde se vai para o Céu."- António Vieira










Dêem-me muito céu e muito mar

domingo, 20 de outubro de 2013

Em busca da Felicidade....

"Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade."- Carlos Drummond de Andrade


Tenho seis anos. A Avó encosta-me ao farto peito de beirã e ensaboa-me a cabeça com sabão azul e branco. São  os melhores cheiros do mundo, o cheiro do sabão azul e branco e o cheiro da Avó; cheira relva, a sabão,  a arroz doce e a canela. Afaga-me a cabeça  com uma mão para me tranquilizar enquanto com a outra segura o jarro de água morna que cai em cascata, de mansinho, sobre os longos cabelos escuros e faz desaparecer a espuma, enquanto murmura baixinho palavras de conforto e acalma a chinfrinada que acompanha cada banho, passando um lenço de linho enxuto pelos olhos chorosos, ardentes de sabão.
  
Há algo de mágico, de aconchegante , de reconfortante no toque da grande toalha branca que me enrola, que me enxuga, que me afaga. Cheira a sabão e a erva: corou ao sol na relva fresca , ainda húmida do orvalho da manhã. 
Fecho os olhos e suspiro. Podia ficar assim a vida inteira, lavadinha, quentinha e aconchegada nos braços fortes da Avó que eu adoro, que me afaga, que me sorri, que me adora. A felicidade é aqui, é agora, é neste momento. Neste  momento eu sou completamente feliz.

No escuro do meu quarto procuro a lembrança, anseio o instante. Consigo pará-lo no tempo,  trazê-lo até mim e tento agarrar com as duas mãos a intensidade desse momento, do momento em que fui verdadeiramente feliz, mas nem os momentos nem os sentimentos se conseguem prender em caixas de musica, gaiolas, raios de luar ou brisas doces. Tal e qual os nossos amores,os grandes, os imensos,  aqueles maiores do que o mundo, porque são recíprocos e desinteressados. Porque são os nossos amores. Quem dera poder tê-los sempre connosco, como quando tínhamos 6 anos, como quando éramos felizes, felizes de doer no peito. Quem dera.



My name is D, but my Grandmother always called me precious....


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O meu cagado.... Oooops ! Leva acento ??


Quatro patas, bom. Duas patas, ruim - George Orwell




O Omar Lombrando foi o meu primeiro animal de estimação. O Pai, avesso a gatos ( e só muito depois "trabalhado" para aceitar a Delilah) não interpôs qualquer objecção ao Omar. Era calado e quieto, apreciava moscas como entrada, não dispensava uma boa salada, adorava peixe fresco ou bacalhau bem demolhado e deliciava-se com qualquer carpaccio de carne que lhe servissem, sempre feliz, sempre sem reclamar. 
Cama, mesa e roupa lavada... que poderia mais um senhor cagado desejar?




Ao princípio pregou-nos valentes sustos por ser sonâmbulo, assim o críamos, e passear casa fora durante a noite, interrompendo o silêncio com um som fantasmagórico de passos na madeira encerada. A primeira impressão de quem se aventurava na descoberta da actividade paranormal era de puro terror, porque se ouvia caminhar e não se vislumbrava alminha que fosse, nem demónio, nem fogo fátuo... nada do outro mundo; bastava olhar com mais atenção para debaixo do móvel mais próximo e lá estava o Omar a olhar-nos, do fundo dos seus  olhinhos pretos de animal pré-histórico de bolso, muito mais assustado do que nós.


Baptizei-o influenciada pelos dois filmes que disseram mais aos meus 13 anos de então : Um Eléctrico Chamado Desejo e Lawrence da Arábia.


Uma vez a Sra. das limpezas deixou a varanda aberta e o Omar caiu do 3º andar, estatelando-se no passeio da rua com um ruído de quebra-nozes. Valente Omar, que tratado por mim com mercurocromo e adesivo só se lhe notava a carapaça estalada num lado e com uma pintura bem hippie , ficou ali para as curvas.
Quando se arreliava com os problemas da sua vida de cagado ficava literalmente todo saído da casca , com a boca desdentada aberta e a emitir um qualquer ruído gutural, pronto para o ataque. Dava-lhe forte, mas passava-lhe depressa.


Ninguém estranhava os seus súbitos desaparecimentos de meses a fio. Contava eu ao Menino as histórias do Omar, que se ausentava para ir ver a namorada, que era um operativo undercover da S.H.I.E.L.D.( Influências do Stan Lee e do Jack Kirby, claro), que ia de férias para as Galápagos para visitar a família mais velha, sei lá... o Omar era muito engraçado e uma verdadeira fonte de inspiração, para quando se tinha que adormecer um Menino que não parava um segundo.


Um ano hibernou e nunca mais o tornámos a ver. Permanece um mistério até aos dias de hoje, o que aconteceu com o Omar Lombrando . A teoria do balde do lixo é sem dúvida a mais coerente, mas eu continuo a pensar que ele era um agente da S.H.I.E.L.D. , que, quem sabe, ainda anda pelas Américas com o seu turtleneck, a salvar o mundo todos os dias, um dia de cada vez.





                                    

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

i-9.... Sempre !

"Inovar, não é reformar" - Edmund Burke


A sério pequenada,  antes me queria reformar do que inovar, mas como a Reforma é uma situação utópica, que já pertence ao folclore nacional português, tão difícil de alcançar na vida dum cidadão que já trabalha vai para 40 anos, como o é encontrar um pote de ouro no fim do arco íris ou ver unicórnios passar  sem ser na colecção do My Little Ponny, e porque prezo muito os sábios conselhos de quem anda nestas coisas dos blogues há centenas de anos e sabe disto a potes... por tudo isto e muito mais,  inovei.

Pus de parte o luto pesado e deixei entrar a cor do mar que espelha o céu, a contar vindo do qual, num modesto 9º andar, moram 3 pessoas, 2 gatos, milhentos seres microscópicos, e a entidade a quem chamo carinhosamente de " Meu Duende",  que se continua a alimentar vorazmente de papel higiénico.

Espero que quem gostava de me visitar e ler as historietas duma velha que tinha ( e tem) dois gatos, continue a passar por cá e se divirta.

Vamo-nos vendo por aí, ok ?


( A foto foi tirada por mim, lá para as bandas da Praia das Maçãs)

In - Veja !!!


"O invejoso emagrece de ver a gordura alheia" - Provérbio


E pronto ! Em época de dietas malucas - ainda hoje li sobre a dos coentros ( Palmier, a minha fonte diária de inspiração)- eu, D. Redonda ( o D é de D mesmo, e não de "dona" , caso tenham pensado por aí) vou-me dedicar à inveja. É fácil, é barato, não dá milhões, mas pode ser-se uma verdadeira sílfide, sendo invejosa.


Primeira fase : Encontrar um objecto para invejar, que cumpra o requisito do provérbio "  ver a GORDURA alheia" ... conheço pouca gente mais gorda do que eu, pelo que se me afigura tarefa hercúlea conseguir alguém  anafado, a quem possa deitar o meu olho gordo e aquele olhar esverdeado e fulminante, tão comum a todo o invejoso que se preze.
Á falta de melhor, vou olhar fixamente pessoas de rabo gordo, para ir praticando. Como não são propriamente gordas, só rabudas, não sei se funcionará porque ainda por cima terei que olhar disfarçadamente, não vá saltar alguma sugestão de segundas intenções. Era lindo, depois de velha ficar cunhada ...







Segunda fase:  Ter força de vontade. Muita força de vontade, e seguir o plano até ao fim. Acordar e invejar o leite gordo, os iogurtes gordos, o queijo gordo... invejar é a palavra do dia, desde o acordar até que ao deitar. Invejar o meu gato gordo, o pacote da manteiga, as barras da margarina,  o unto do varão do autocarro da LT, o óleo dos fritos ,a gordura do corrimão das escadas para o vestiário, a espécie de banha seca que se forma nos tabuleiros pretos depois de arrefecerem,  o sebo que se aloja na camisa branca ao fim do dia de trabalho, o creme gordo que me escorre da fachada e destrói por completo o trabalho de estucador no qual perco diariamente mais de meia hora da minha vida... invejar, invejar, invejar até rebentar !!!





Terceira fase: Manter o peso que se perdeu invejando avidamente a gordura alheia, com uma inveja de manutenção, que se deve usar diariamente olhando por exemplo para todo e qualquer azeiteiro que nos passe à frente com o olho de boga, ou à falta de espécimes, o que é difícil mas não impossível, ter sempre à mão  uma garrafa de azeite Gallo, daquelas que o Continente-online nos manda naquele saco com o nó, dos brindes e  ofertas ( não faz mal se não for extra virgem, boa ?) , para usar em S.O.S.









Está apostado ! Verão como sou capaz de grandes feitos!


Se no Natal não vestir o 44, não me chamo D !




















( Imagens retiradas da internet e modificadas para o efeito do post)