quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Às Voltas com a Língua da Sogra : Chapéus há muitos, palerma.... !!!

"Coloquemos acima de qualquer estudo o estudo de nós mesmos." Santo Ambrósio



Como a maior parte das pessoas que conhece, a Sogra criou duas filhas para serem doutoras.

É mais do que lógico que um casal que trabalhou a vida inteira,  um não teve infância nem o outro adolescência, queiram que os seus rebentos sejam mais, muito mais e consigam ir mais longe do que os seus pais alguma vez conseguiram ir. Querem , inchados que nem perus, poder apresentar as suas progênitas ao Mundo e proferirem orgulhosos Dra. Y e Dra. Z.

Falhar, não é opção. A Sogra até nem é das pessoas que se podem queixar, pois ambas as crias de Sogra depois de algumas peripécias académicas, corresponderam às expectativas, detendo uma delas há alguns pares de anos o almejado título e estar a outra  na iminência de o conseguir.

Mas a Sogra conhece MUITA gente que não aceita que a descendência não tenha sido feita para o doutoramento. Ás primeiras notas de fracasso, seguem-se N +1 evasivas, procuram-se N+2 soluções, inventam-se N + 3 desculpas.


Se muitas vezes há em que o chão está realmente torto, outras tantas, muitas,  haverá em que o dançarino não sabe efectivamente dançar; nem vale a pena insistir em treinar a mente, em queimar recursos, em inventar panaceias... Tem que aplicar aqui também uma espécie de programa de 12 passos, em que o primeiro dos quais é a admissão e  aceitação do problema, porque se problema há, foi totalmente criado pelos pais que se sentem derrotados na sua projecção pessoal e passam esse sentimento para os filhos, quase sempre com consequências psicológicas devastadoras. 

Que não haja sequer dúvida de que a Sogra rejubila em ser mãe de doutoras, mas se não fosse, não era. Ponto.
Se o mundo fosse povoado só por doutores, alimentar-se-iam de quê ? Uns dos outros ?
Ah , mas eu não criei um filho para pegar numa enxada e ir plantar batatas !! Será a profissão dos que enchem os celeiros do Mundo uma profissão menor , menos digna, menos gratificante ? Não creio.

Será lógico a nossa posteridade encher Universidades e Institutos, gastar recursos, queimar pestanas consumir neurónios, ficar horas perdidas embrenhada em letras e números para conquistar a glória dum canudo? Não é lógico se for em vão. É certo e sabido que o saber não ocupa lugar, mas deverá ter um propósito que não seja engrossar a fila do centro regional de emprego.

 É um facto de que há mais doutores do que gente, e não é preciso ser-se a Pitonisa, ou até mesmo o Nostradamus, para vaticinar, com pouca margem de erro, que a quando a Bíblia fala que "Pulvis est et in pulverem reverteris" é num sentido bem mais lato do que a morte.


Estando a Sogra ontem em casa e tendo no intervalo dos seus múltiplos afazeres sintonizado um dos canais de notícias, deparou-se com as atribulações dum Leporídeo de má estirpe para tentar sair literalmente do buraco em que se meteu.
Concluiu a Sogra que Esopo foi na realidade um visionário, e que La Fontaine lhe seguiu os... passos...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

D in the Box !



"Quando se está preso, o pior é não poder fechar-se a porta."Stendhal




A caixa é grande, mas apertada. Afinal, eu não sou uma piquena elegante, sou até bastante espaçosa e preciso dum contentor algo volumoso, mas bem que podia ter um bocadinho mais de folga, e deixar-me respirar...


 É que entre umas e outras, estou completamente entaipada !


Ainda mal recuperados da última pancada e já vem outra a caminho... pode não ser muito forte nem muito destrutiva, mas é torturante, como a água que goteja sem cessar... é só um pingo, é um de cada vez... são muitos, é um caudal...



 Se calhar é para não deixar de estar alerta, para não me habituar a facilidades e depois não conseguir aguentar os fustigos que estão à espreita , escondidos nas pedras do caminho que percorro todos os dias, em cada esquina, em cada rajada de vento, em cada gota de chuva.

Para onde quer que me vire, esbarro com uma parede que me corta a respiração e limita os movimentos. Ah, é a idade, e tal... é a idade, é,  e são os problemas que com ela se agravam, mesmo que não sejam os do corpo, mesmo os outros, os tais que nos agoniam os dias,  são muito mais difíceis de tolerar quando não há pachorra.

E não há. Não há pachorra, nem paciência, nem vontade... caramba, pah! 

Apetece-me armar em paguro, arranjar uma concha de 2 assoalhadas que eu possa levar de arrasto para onde me apetecer e ir morar para lá, sozinha.
Já pensei que quando me reformar - QUANDO - quem sabe,  não me torno eremita... eu dava um bom eremita, mas sem quaisquer conotações religiosas, porque cenas de jejuar e assim...ná,  não estou a ver...

Para agravar este deprimente estado de espírito, ontem estive a ver os Oscares.
O Oscar vai preso! Bem merece... foi um bocado mau !




quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Ás Voltas com a Língua da Sogra : It

"Que ideia a de que no Carnaval as pessoas se mascaram. No Carnaval desmascaram-se." - Vergílio Ferreira



Estes dias não têm sido fáceis para a Sogra : Mortes, doenças, mal-estares, torpores...

A Língua da Sogra tem estado bastante inactiva ultimamente. Até mesmo o bicho Sogra tem que ser Mulher do Marido, Mãe da Filha e Filha da Mãe ( como um bom Ministro, a acumular funções), e o multitasking obriga a tantas andanças, que a Sogra considerou seriamente ir até ao Banco do Tempo pedir um empréstimo a fundo perdido... Como está na moda contrair avultados empréstimos e deixá-los para  que os outros os paguem, à Sogra praí 15 anitos já lhe davam um jeitão para acertar a vidinha, que a dívida depois havia de ser imputada aos impostos de outrem...


A Sogra nunca foi uma apreciadora de Circo, se bem que tenha lidado com palhaços mais de dois terços da sua vida. Se algo no Circo lhe prendia a atenção eram os malabaristas, os contorcionistas e os equilibristas, e seguramente com eles muito aprendeu para conseguir durante todos os meses da sua vida adulta, atravessar o deserto das calendas sem chegar quase morta ao ponto de partida.
Aos que tiram coelhos da cartola e têm sempre uma ou mais cartas na manga, nunca a Sogra achou muita piada, pois ilusões e enganos não enchem a barriga... mas enchem a paciência ...

A Sogra, quebrando o protocolo que estabeleceu no seu antro de surucucu de que só saberá das "Gordas" em 2ª mão e pela narrativa explicativa e resumida do Marido, ontem viu as notícias.
 Ou seja, começou por ver as notícias e desistiu passados minutos.
Nunca, durante os seus mais do que muitos anos de vida ( nem durante os acesos discursos, do triunvirato O Louco, O Rouco e O Oco) observou a Sogra tamanha palhaçada por parte dum daqueles que se diz ao leme desta jangada à deriva, no extremo ocidente da Europa.
Nem o ex autarca de Ranes, paradigma da boa disposição televisiva conseguiu alguma vez transmitir uma mensagem tão ridícula...

Palhaçada


A Sogra entrou em choque. Teve VERGONHA. Amaldiçoou o D. João Duque de Bragança, porque se não fosse por ele, agora era espanhola e não estaria a passar por isto...  depois pensou melhor e disse para consigo  :
     "- Chiça ! espanhola não, caramba!", e amaldiçoou o Napoleão Bonaparte e os seus jobs for the boys, que puseram três incapazes à frente das Invasões Francesas... se agora fosse Francesa, não estaria a passar por isto... de novo pensou melhor e disse para consigo "- Fogo! Francesa também não, gaita!", e amaldiçoou o Salazar por não ter tido cojones para se assumir alemão durante a 2ª Grande Guerra, porque se não fosse por isso, agora seria alemã, e não estaria a passar por isto...

Esta ultima ideia deixou a Sogra completamente em pânico, porque lhe agradou sobremaneira... Não a ideia de ser alemã - que nojo... a Sogra toma banho e nem gosta de salsichas ou sauerkraut - mas a ideia de poder criar uma ideologia universal em que a supremacia duma raça imperava e acabava com as raças inferiores... um ati-neoliberalismo, confortou a sua tormenta interior, como uma solução balsâmica sem vinagre.. Era pegar neles todos e dar-lhes o tratamento das 3 Câmaras : Arrancam-se da frente das Câmaras, passam-se pela Câmara de gás e acabam em Câmara ardente... era capaz de correr bem...

... E a Sogra, imbuída de estranhos mas reconfortantes pensamentos, depois de 6 dias de correrias e atribulações, não querendo de modo algum endeusar a sua condição de Sogra, por ser o 7º dia, descansou.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Pim,Pam,Pum...

Dou valor as coisas, não por aquilo que valem, mas por aquilo que significam - Gabriel Garcia Marquez


É engraçado verificar o número crescente de Baby-Blogs, Mummy-Blogs e Daddy-Blogs que proliferam  na blogosfera .

 São como cogumelos, nascem espontaneamente e multiplicam-se com uma rapidez fantástica. Atenção que não estou a criticar ou tentar demolir o conceito, até porque respeito demasiado muitos dos autores como escritores para me atrever a tal ignomínia. Só me surpreende as reviravoltas que as irreverências da vida trazem...

É normalíssimo que as pessoas queiram compartilhar as recém adquiridas experiências, alegrias e deslumbres da maternidade e da paternidade. 
Os "batidos" nestas andanças não podem deixar de ler as publicações com um sorriso condescendente  e  pensar para consigo "... ainda a procissão vai no adro, pah...espera pela pancada..."

Toda a gente escreve sobre as alegrias de se ser pai ou mãe, mas é raro encontrar-se um post sobre as alegrias de se ser filho ou filha.


Os nossos pais são aquelas pessoas que nos fizeram e  puseram no mundo,  embalaram , mudaram as fraldas, alimentaram e ampararam nos primeiros passos. Foram eles que nos ensinaram a ir ao bacio, a lavar a cara e o corpo, a escovar os dentes... mostraram-nos como vestir,  abotoar os botões,  atar os sapatos... explicaram as palavras, as letras, os números, as coisas da vida... 

Os nossos pais são aquelas pessoas que nos trataram as maleitas, afastaram os  medos, limparam as feridas, enxugaram as lágrimas,   consolaram as dores de corações partidos.

Os nossos pais são os velhotes,  aquelas pessoas demodées que não nos compreendem, nem fazem por nos compreender... têm a mania que entendem das coisas, mas não percebem puto do que a malta gosta de ouvir, vestir ou curtir, massacram-nos a pachorra com sermões que entram a 100 e saem a 200, OMG... como são chatos e que vergonhas nos fazem passar...
É por isso que não há blogs sobre os pais... que seca...

É naquele no minuto primordial  em que, passado o choque e o sofrimento, seguramos nos braços pela primeira vez a cria por nós gerada, que realizamos que somos pais, e que o ciclo recomeça ali, naquele momento.

... E seguramente que as aventuras dos nossos pais no Banco de Jardim, no Centro de Saúde, na Casa de Repouso, no Hospital, irão continuar a não ser tidas nem achadas nos nossos blogs vanguardistas.


Filho és, pai serás

Nos velhos tempos havia uma terra onde os filhos costumavam levar os pais velhos, que já não podiam trabalhar, para cima dum monte, onde ficavam sozinhos, para morrer a mingua. Certa vez ia um moço do lugar levando o velho pai às costas, para abandoná-lo. Chegando ao ponto em que ia deixar o ancião, colocou-o no chão e deu-lhe uma manta para que se abrigasse do frio até a hora da morte. E o velho perguntou:



- Tens por acaso uma faca contigo?



- Tenho, sim, senhor. Para que a quer?



- Para que cortes à meio esta manta que me estás dando.

Guarda a outra para ti, quando teu filho te trouxer para este lugar.

O moço ficou pensativo. Tomou de novo o pai às costas e voltou com ele para casa, fazendo, assim, com que o horrível costume desaparecesse para sempre.

Moral da fábula: Filho és pai serás; como fizeres, assim acharás



                              Fábula de tradição portuguesa
                            do livro Fábulas do Mundo Inteiro






domingo, 10 de fevereiro de 2013

Adeus...

"Se quiseres poder suportar a vida, fica pronto para aceitar a morte."- Sigmund Freud

Lá fora está glacial ...
Cá dentro também...

O vento frio que sopra forte e gélido apagou a chama ténue que prendia a mãe Aurora à sua trouxa terrena, à sua tormenta, à sua dor.

Morreu como viveu, serena e em silêncio. Nunca , durante os nossos 35 anos de convivência, lhe ouvi um arremedo, um resmungo, uma má palavra.
 Era uma meia leca de gente cheia de genica, tudo andava a nove ao seu redor. Adorava os filhos e os netos. Não quis Deus que tivesse a  sorte de se encontrar em plena posse das suas faculdades quando nasceu o primeiro bisneto. Pensamos nós que não. Só Deus sabe o que lhe iria na alma, encerrada naquele invólucro de pele e osso, incapaz de comunicar. Queira Deus que não  tenha sofrido enclausurada horas, dias, meses, anos, dentro de si mesma, ela,  que vivia a vida tão intensamente.

Foi num instante, foi nas asas no vento, leve como um pestanejar.

O Marido chora, como o menino que largou a mão da mãe e a perdeu  no escuro ; eu choro por ele, choro por ela, choro por mim. Não sei se é o fim, se é o princípio, se é um recomeço... Sei que é saudade, sei que é Adeus.

Fica bem, mãe Aurora.

Até sempre! Fica em PAZ


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Eu ainda sou do Tempo...




No princípio, era o PREC...

Depois da Revolução dos Cravos, veio a confusão e o PREC. Pode parecer uma passagem Bíblica, mas não,  até porque a anarquia e agnosticismo reinavam ... above us, only sky, can you imagine ?

A música era outra. Os grandes do antigamente teriam, alguns, pés de barro, outros caíram na onda do reaccionarismo que envenenou as mentes e enquanto muitos demoraram a reerguer-se, outros houve que não o conseguiram de todo.

Por mais de um par de anos só era proletário, só se integrava quem ouvia homens zangados a denunciar o mal que se foi ou que ainda estava por aí, escondido em figura de gente.

Aprendemos a gostar de música de intervenção... que remédio, pois que passava nas rádios quase 24/7, pelo menos até 1976.

Depois as coisas amenizaram, e a música também mudou. Dentre muitas bandas que pululavam nas ribaltas de então, contava-se a Banda do Casaco. As músicas da banda que continham a obrigatória mensagem às massas, eram inovadoras e à luz das profecias para o novo milénio, acredito que acertaram mais do que qualquer Nostradamus de trazer por casa que tenha um programa de Tarot nas manhãs da SIC.

Basta atentar nos títulos dos álbuns, tão certeiros e actuais agora, como foram então :






































Isto é só um blogue duma velha roliça que carrega consigo a sabedoria de muitos anos de praia, não é a rádio Nostalgia.  É claro que a Banda do Casaco não é "som" para intelectuais, mas teve uma palavra mais importante a dizer no panorama cultural Português do que o José Luís Peixoto ou até a Magrinha....

E depois eu até gosto e tudo...


Honni soit qui mal y pense







quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A Língua da Sogra: Pela Minha Saúdinha !!!




"Se alguém procura a saúde, pergunta-lhe primeiro se está disposto a evitar no futuro as causas da doença; em caso contrário, abstém-te de o ajudar." - Sócrates (o Bom)




A Sogra está um bocado aos altos e baixos, e não , não é só da celulite.


Tem dias... ultimamente têm sido muitos, mas como não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe, a Sogra está optimista e acredita que , como diria o Martinho da Vila, a vida vai melhorar.


A Sogra é um animal humano, e como todos os bichos desta espécie, encontra consolo para o desalento numa prateleira de loja. 


A Sogra não é muito dada a outfits. Só tem um corpo, que de si já é o que se sabe, difícil de produzir decentemente e como tal dispensa a seca dos provadores, trocando as provas por outras ditas, que alimentam o corpo e elevam o espírito.

Hoje , e só porque tinha que ir para os lados da AAA, a Sogra foi  à







É uma espécie de Mini-Preço em termos de organização e estética, não tem centos de coisas, é relativamente pequeno, mas podemos encontrar, todo o género de colesterol embalado, tão comum no dia a dia dos Americanos, tudo do género " Basta juntar Água", como se vê nos filmes e séries transatlânticas.



Com o sorriso do tipo Kid in a Candy Store, a Sogra lá meteu meia dúzia de coisas no cesto, certa que a Pérola mais pequena irá delirar com os Noodles, a Sogra herself encantada ficou com as Crest, que pagava com portes exorbitantes, e o resto são tudo coisinhas que só fazem bem à saúde , tipo doces e molhos... e um spray de manteiga para untar formas e tabuleiros 5 estrelas !....



A Sogra é uma Sogra MUITOOO zelosa da sua saúde....  :)

O Genro-to-be deixou a Sogra no seu destino, na boa, sem pressas, sem atrasos... talvez com a secreta esperança que uma overdose de açúcar e colesterolo lhe devolvesse o total controlo sobre a sua vida ??



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

The Sum of All Fears


"Quem teme o sofrimento sofre já aquilo que teme."-  Michel de Montaigne ,



O medo é irracional.










Não ter medo, é coisa que não existe. Todos temos as nossas fobias, as nossas superstições, os nossos medos.

Eu costumo dizer que não tenho medo de morrer. Claro que tenho… é só basófia da pessoa quando se sente forte.

Se eu não tivesse medos, usaria seguramente a viagem de avião anual de que o Marido (ainda) usufrui, para ele e para a família.

Não viajo de avião desde 2001. É disparate, eu sei, mas é mais forte do que eu.

É irracional.

O passamento do Pai há 19 anos vitima dum ataque cardíaco fulminante, nunca mexeu tanto comigo como nos últimos dois anos. Assumo que o tempo que passa me deixa cada vez mais consciente das minhas limitações e da minha mortalidade.


Já me aconteceu por mais do que uma ocasião, em que um mau estar acompanhado de dor e formigueiro despoleta uma crise, mais de pânico do que doutra coisa, que me desabilita completamente qualquer tipo de raciocínio.


Não há como dar a volta. É um daqueles mecanismos malucos de defesa que é involuntariamente accionado e não me deixa  reagir nem perceber a realidade e só desliga com o total abandona que se encontra dentro duma seringa ministrada pela enfermeira de serviço nas urgências do Hospital dos Lusíadas…


É completamente irracional.


Continuo a achar que não vou ter medo de morrer, mas o medo maior, a soma de todos os medos, é o pavor que tenho de poder vir a sentir muito medo.