terça-feira, 16 de abril de 2013

Out of the Body

"E assim é o ser humano: tão vazio que se preenche com qualquer coisa, por mais insignificante que seja" - Blaise Pascal


Missed me ?

Claro que não !!!

Quem é que dá por falta duma pseudo-blogger de 5ª categoria que este ano nada mais fez senão escrever sobre tristezas ? Como é certo e sabido que tristezas não pagam dívidas e que de chatices anda o povo farto, a última coisa que se poderiam lembrar é que a D pouco ou nada tem escrito nos últimos meses, depois de quase um ano de prolíficos rabiscos sobre tudo, mas principalmente sobre nada.

Ontem,  fui às compras COMPRAS depois duma intervenção familiar que me pressionou, obrigou, coagiu, sei lá, a ir comprar o presente de aniversário do Marido, o Velhinho amigo, campainheiro, paciente ouvinte ( muito chato também, mas enfim) sem ser pela internet. O aniversário é já amanhã ( 58 aninhos ) e impunha-se o tradicional presente. Verdade seja dita, salvo o necessário para manter a casa e o estômago a funcionar, não me apetece nada andar por aí a comprar cenas,  a ver montras, a experimentar coisas. Farta de barulho e confusão estou eu, mas este gente cá de casa pensa o contrário e são muitos a sarnar-me o juízo  por isso fiz-lhes a vontade. 

Se há coisa que me irrita quando vou à Baixa, a um centro comercial ou a uma grande superfície é ser sistematicamente "assaltada" pelos/as promotores de produtos das lojas, corners ou ilhas (ou mesmo das associações de solidariedade) que são insistentes, maçadores e muitas vezes inconvenientes. Eu sei que neste mundo cão, a luta pela sobrevivência impõe alguma agressividade e que afinal eles estão só a fazer o seu trabalho, mas tem vezes que ultrapassa todos os limites do aceitável.

Ontem dei comigo a pensar que durante este mês em que estive encasulada, o Zombie Apocalipse passou-me ao lado. 

Os mesmos promotores que nos agarravam e quase mordiam, estão lá, em pé ou sentados junto às suas bancas, quietos, calados, apáticos, como personagens possuídas por um espírito demoníaco que entretanto foi de férias e deixou a casa vazia...

Dei comigo a procurar o bulício e a confusão, para encontrar alguma normalidade pela qual pautar a minha tarde ali. Não achei. 

Tive MEDO. Peguei nos sacos e fugi.


 PS. E agora que já nem posso esconjurar o Relvas pelos males do Mundo nem nada....( suspiro tão profundo quanto a fossa das Marianas)...

2 comentários:

  1. Vai ver que logo, logo aparece alguém para o lugar do Relvas na nossa lista de "pet hates".

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  2. Ter um bode expiatório é assim tipo tubo de escape ... tenho que arranjar um Relvas substituto ! Presto !

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É aqui que me mandas dar uma curva