sábado, 30 de junho de 2012

Na Cozinha, com a D !!!!!


"Não existe amor mais sincero do que aquele

 pela comida." - George Bernard Shaw





Como diz o poeta, mudam-se os tempos, mudam-se  as vontades. Começamos por brincar com bonecas e ursinhos de peluche, brincamos, às casinhas e aos chazinhos, brincamos às escolas,… jogamos um sem número de jogos divertidos, à apanhada, o rei manda, à macaca, ao mata… 
...quase sem nos apercebermos  já estamos brincar aos médicos e às enfermeiras, donde  evoluímos rapidamente para outro tipo de brincadeiras,  e num ápice estamos de novo a brincar às casinhas, mas desta vez, com um pimpolho a tiracolo e é para valer.

Acabaram-se os os viveres de estudante , e como mulheres e mães passamos a encarar a vida sob um prisma completamente diferente, focando os nossos principais objectivos  durante anos naqueles que  directamente de nós dependem, por vezes com tanta intensidade que nos esquecemos  de nós próprias.

O tempo, aquele vetusto  amigo que envelhece connosco e nos prega partidas, daquelas que abalam as nossas melhor estruturadas convicções, chegada à altura das migrações, abre a gaiola e a passarada voa toda , céu afora, deixando para trás o ninho e o conforto que levámos toda uma vida a construir.

É então que o espelho da solidão só nos reflecte a nós, e não gostamos do que vemos. Eu particularmente, e talvez porque esteja diariamente rodeada de gente, prezo muito o retiro e o silêncio, mas tenho um enorme vazio que preciso preencher.

E é aqui que entra a culinária. Ajuda a preencher aquele "je ne sais quoi" que nos falta e aquele "je sais quoi" que não me faz falta nenhuma, mas opera maravilhas no meu ser. O Food Chanel foi uma dádiva. Aprendi truques e dicas fabulásticos que não hesitei em passar à prática.  Se são 5 minutos de prazer na boca e uma vida inteira nas ancas, so be it. De entradas, a pratos de apresentação aprimorada, cremes aveludados, saladas fantásticas, sobremesas extasiantes, tenho mil e uma receitas de truz, das quais afirmo que sem  qualquer sombra de dúvida, o meu trifle de morangos é a melhor sobremesa do mundo, da europa, talvez de Portugal e até quiçá de Lisboa , já para não mencionar arredores, por uma questão de modéstia.


Diz o velho ditado que devemos prender os nossos homens pelo estômago : eu prendi a família toda e instituí a 4.ª feira como o dia da reunião de tertúlia e repasto, em que quais bacantes desgovernadas  falamos, comemos, rimos e até  bebemos , como se não houvesse amanhã. No fim ficamos dois velhotes, dois gatos e uma cozinha de fugir, mas vale sempre a pena. 
 
Mal posso esperar para experimentar uma nova mistura de ervas, uma inovadora receita vegetal, testar com êxito pesto com pistacchios, e por mais estranho e surreal que possa parecer, ir de propósito ao El Corte Inglés só para descer à cave… J



Até ao próximo prato !!!

Dá-me Música, que eu gosto !

Música :


A música (do grego μουσική τέχνη - musiké téchne, a arte das musas é uma forma de arte que se constitui basicamente em combinar sons e silêncio seguindo uma pré-organização ao longo do tempo. É considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana. Actualmente não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. Embora nem sempre seja feita com esse objectivo, a música pode ser considerada como uma forma de arte, considerada por muitos como sua principal função.




O primeiro som que gritamos quando a claridade nos atinge pela primeira vez é o choro, é a música que as nossas imperfeitas cordas vocais emitem para protestar contra a violência que é o nascimento.
Ao longo da vida o ser humano vai aperfeiçoando a voz, e os sons  e a musicalidade harmonizam-se , alguns alcançando uma beleza impar, outros cumprem a sua função mais básica, que é a comunicação.

A capacidade criativa humana é ilimitada e sempre inovadora  : de nada se faz tudo , do nada se cria som , do nada se transformam ruídos em  mágicas melodias e prodigiosas sinfonias. E é também do pó que nascem os génios, os que juntas as letras, os que juntam os números, os que juntam os sons.

Como seria um mundo sem música ? Seria seguramente cinzento, porque a música é cor, seria embrutecido pelo movimento surdo , a brutalidade muda e a incompreensão. Se é dito antigo que “ A falar é que as gentes se entendem” a afonia das palavras sem som cortaria ligações e criaria distâncias . Uma babel de silêncio destruiria o gregarismo e a vida deixava de fazer sentido.

Há musicalidade em cada língua, em cada palavra, em cada frase. A música embala-nos, embevece-nos e acalma-nos.
É tão espantosamente maravilhosa uma  límpida sonata nocturna, como a proeza rítmica duma beat box.

Eu adoro música. Adoro os clássicos. Toda a gente adora os clássicos ; é imperativo ! É incontornável !. Tive o privilégio de viver nas décadas de ouro na música, pop e rock.

Com a chegada do verão chegam os Festivais da música, para os jovens, os dentro da idade  e os outros, aqueles que nunca têm idade demais para gostar de ouvir música. As migrações sucedem-se aos bandos  para  a Bela Vista, para o Sudoeste, para a Ericeira, para Loulé, para Algés, para o Cabeço da Flauta, …  música para todos e todos pela música.

Sinto um pesar imenso de não conseguir acompanhar estas excursões tão gratificantes para o espírito, mas desengane-se quem pensa que o que me pesa é a idade !


Dar música foi uma das expressões de engate mais bem conseguidas de sempre : afinal quem é que não gosta ?





Music of the future,and music of the past.
                       


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Tristeza


Tristeza:

Tristeza ou desgosto é um sentimento humano que expressa desânimo ou frustração em relação a alguém ou algo. É o oposto da alegria. A tristeza pode causar reações físicas como depressão nervosa, choro, insônia, falta de apetite, e ainda, reações emocionais, como o arrependimento.





Ontem, o nosso coração sangrou. Em mais um mano a mano, os representantes das quinas no relvado de Donetsk, nadaram como uns campeões, e acabaram por morrer na praia.

Faltou-lhes a molécula de sangue lusitano que levou grandes homens a concretizar grandes feitos. Aquela molécula que correu nas veias do Viriato, do Martim Moniz, ou da Padeira de Aljubarrota, que fez destemido Bartolomeu Dias em face ao Adamastor, que estimulou os conspiradores a darem asas a Miguel Vasconcelos, ou os homens que travaram Masséna no Buçaco. Faltou-lhes um pedaço do reacionarismo do Buiça, da audácia Maria da Fonte ou do atrevimento do Salgueiro Maia.

 Faltou-lhes sobretudo sorte, mas como segundo o meu cogitar, a nossa sorte somos nós que a fazemos, verdade verdadinha é que a insegurança que cresce a cada segundo sob a pressão das grandes penalidades, foi intolerável e limitadora, invadiu-nos o receio de falhar, e falhámos na concretização

Como é habitual, nós rebuscamos o pensamento para encontrar uma justificação, uma explicação, algo lógico que nos mitigue o desgosto e desvalorize o desbarato que nos bate no peito. Lá no fundo sabemos que eles tentaram e vamos recebê-los como uns heróis - um pouco verdes - aspirando que num futuro próximo tenhamos a alegria de que finalmente se convertam nos heróis verdes e vermelhos que desejamos ardentemente quais Dons Sebastiões, dissipem de vez o nevoeiro,  e cantem finalmente o peito ilustre Lusitano.

A dormência que se apoderou do país durante quase um mês, chega hoje á Portela por volta das 5 da tarde, e a palavra crise, já démodé de algumas semanas, vai regressar em força e com tendências mais agressivas. A fugaz alegria que nos iluminou, qual balão de arraial, ardeu e virou cinzas. A fénix ainda vai demorar 2 anos a renascer. Até 2014, no Rio de Janeiro !

Levantai hoje de novo, o esplendor de Portugal !

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Agarra, que é LADRÃO !!!!


Ladrão :

1.pessoa que toma para si objetos que a sociedade considera de outrem

2.pessoa que tenta jogar fora das regras

Ladrão - Do latim latrones, assassinos de estrada. Eram os soldados mercenários da escolta imperial romana. Vinham ao lado (latus, lateris), por isso latrones, do imperarador.

Nota: Esta é a mais antiga palavra do reino de Portugal, o primeiro registro data de 1059.



Para quem possa pensar que vou escrever sobre o estado da nação e a governação do país, lamento, mas não iria conseguir ser precisa em poucas palavras. Os Ditos & Escritos não têm pretensão a enciclopédia nem quero plagiar a “Crónica dos Bons Malandros” do Mário Zambujal.

  
Vou tecer apenas algumas considerações sobre os ladrões no sentido material de meterem a mãozinha no alheio. São cada vez mais, e cada vez mais uma praga da sociedade praticamente impossível de combater. Como se não bastasse os que por cá abundam, temo-los “importado” com frequência, principalmente dos países de Leste, de onde vêm licenciados com distinção na arte do furto.

Trabalham normalmente em equipas de 3 elementos, em que o primeiro é o batedor: reconhece terreno e anota os pontos estratégicos com fraquezas , expostos a potenciais ataques. Os outros dois parecem vulgares turistas , com óculos, mochilas, bonés e mapas (mas sempre com uma qualquer alteração fisionómica em relação á última visita aquele lugar), que em fracções de segundo se apoderam do alvo, e desaparecem como por magia. Possuidores duma técnica, em que funciona o “escondido á vista do mundo”, creio veementemente serem capazes de furtar uma dentadura de ouro durante a refeição duma incauta vítima, sem que a mesma de tal se apercebesse.

Alertadas as autoridades sempre que necessário, constato que os nossos agentes são um primor em raciocínio. Informados que pela descrição é possível que se trate do mesmo bando que pontualmente opera na zona, perguntam-me se os reconheço, “ por que é que não os prende?”- como se  de entre de mais de 1000 caras por dia fosse fácil identificar os gatunos . Se trouxessem um Pin na lapela a dizer “Ladrão!”  ou um boné I Your Purse  ajudava, mas não será esse o trabalho deles, agentes da autoridade, que por mais de uma vez acompanharam ao posto de polícia potenciais ladrões , paticamente apanhados em flagrante, pediram-lhes a identificação, e uma hora depois encontramo-los cá fora a fazer a mesma coisa?

Com do desemprego a crescer em despique com a inflação, não é de admirar que este tipo de criminalidade aumente nem que as autoridades se sintam impotentes para a travar. Mas como é nosso dever de português consumir produtos nacionais, sempre que estivermos para ser assaltados, não nos podemos esquecer de pedir aos nossos salteadores um comprovativo da cidadania nacional. Afinal, o que é Nacional, é Boom !!!!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Uma no Burro, outra no Cigano...

Cigano:

Ciganos é um exônimo para roma (singular: rom; em português, "homem") e designa um conjunto de populações nômades que têm em comum a origem indiana e cuja língua provinha, originalmente, do noroeste do subcontinente indiano.Essas populações constituem minorias étnicas em inúmeros países, entre a Índia e o Atlântico, e são conhecidas por vários exônimos. O endônimo "Rom" foi adotado pela União Romani Internacionale e pelas Nações Unidas.



Quando o telefone toca de manhã, do muito conhecimento que eu tenho sobre a matéria de telefonemas fora de horas, ou é qualquer assunto relacionado com trabalho, ou é telemarketing, ou não é coisa boa. Hoje excepcionalmente, não se aplicou nenhum dos princípios atrás referidos: era do trabalho, mas não relacionado com o trabalho em si, e não era de todo de mau agouro.

O meu colega contava-me efusivamente que as ruas circundantes estavam cortadas ao transito, porque a Polícia Municipal estava e despejar os ciganos.

Quero esclarecer que não sou de modo nenhum xenófoba ou racista, simplesmente depois de mais de dez anos de vandalismo e assédio numa zona nobre da cidade de Lisboa como é Belém, penso que falo por todos os que por lá vivem ou trabalham quando digo “Já não era sem tempo!!!”.

Longe vai o tempo dos romances com ciganos exóticos  de vestes coloridas e em alegres carroças que apresentavam shows de saltimbancos e itineravam pelo país, vivendo de pequenos trabalhos e dos espectáculos, com alguns furtos aqui e ali. O cigano moderno é sedentário, preguiçoso, arrogante, mal educado e mau.

Em Belém começou com um casal e 2 filhos a ocupar um pequeno prédio antigo devoluto, e acabou numa multiplicação populacional deveras preocupante, que vandalizava carros, casas e estabelecimentos comerciais na zona, com toda a impunidade, porque a polícia parece ter medo deles, e o Presidente da Junta de Freguesia, no cargo há mais tempo do que data a ocupação, sofre do síndrome da avestruz em relação a este caso particular.

A gastarem a água directamente do olho de boi, e a electricidade e TV de “puxadas” nas caixas de rua sob o olhar complacente das autoridades, todos a receber o RMG, era vê-los ao dia vinte e tal de cada mês,  ao som de flamenco com os decibéis ao máximo, a grelhar febras e entremeadas no meio duma fumarada colossal, a fumar, a praguejar, a jogar ás cartas e beber cerveja … e eu , e outros tantos que presenciamos esta cena, mês após mês,  que trabalhamos para sustentar as nossas casas e as nossas famílias e fazemos sacrifícios descomunais para darmos uma boa educação aos nossos filhos e vivermos com alguma qualidade e conforto, pensamos que,  sem sombra de dúvida, estamos a pagar para que as “minorias carenciadas” levem uma rica vida ás nossas custas. No fim de bem comidos e melhor bebidos, ele eram vidros de automóveis partidos, pneus retalhados, algumas montras estilhaçadas de quando em vez, e a sistemática e implacável abordagem para impingirem um qualquer artigo de proveniência duvidosa.

Não concordo com a filosofia do ghetto, mas os bairros sociais foram construídos também a pensar nas pessoas que não se querem integrar na sociedade tradicional. Podem coabitar num local em que todos professem o mesmo tipo de filosofia de vida, sem prejudicar quem lhes paga o estilo de vida que levam, e niguém lhes tolhe a liberdade e as movimentações ás feiras, aos mercados, a levarem a sua vida em paz. Não estamos a falar de Dachau nem de Auschwitz, mas de casas com muito mais comodidade do que aquele pequeno prédio iconográfico da zona de Belém, que foi transformado pelos ciganos numa autêntica barraca.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Windows of Wisdom...


Informática:
Informática é o termo usado para descrever o conjunto das ciências da informação, estando incluídas neste grupo: a ciência da computação, a teoria da informação, o processo de cálculo, a análise numérica e os métodos teóricos da representação dos conhecimentos e de modelagem dos problemas. O termo informática, sendo dicionarizado com o mesmo significado amplo nos dois lados do Atlântico , assume em Portugal o sentido sinônimo de ciência da computação enquanto que no Brasil é habitualmente usado para referir especificamente o processo de tratamento da informação por meio de máquinas eletrônicas definidas como computadores.



Fui introduzida nestas lides da computação, há para aí uns bons 25 anos pelo Mano do meio, que possuidor dum curso em MS DOS e a trabalhar em par-time numa empresa conceituada de software, resolveu dar uns tópicos á “mana velha” sobre o assunto. A linguagem do DOS era e é complicada,  de muito estudo e a requerer muita prática, mas lá me fui safando, menos mal. Usava o PC para escrever as minhas cartas, arquivar as minhas receitas e principalmente para a filha mais velha jogar Prince of Persia, Monkey Island, Lemmings, Ducktales, Super Mario, Tetris, etc.etc.

O advento do Windows abriu-me os horizontes, tornando-me uma fanática cibernauta, e a World Wide Web um familiar a quem trato por tu, mas ainda sem grandes confianças. Todos os detractores do novo sistema operativo tiveram que dar a mão á palmatória: era fácil, rápido, ali ao alcance dum dedo – os primeiros ratos,enormes e com a rodinha por baixo -  mas demorou anos a ser consistente. Penso, na minha modesta opinião de utilizador, que de todos os SOs que foram desenvolvidos ao longo dos anos, Windows based, o Windows 98 foi de longe o melhor, seguido do XP e do Windows 7.


E conversa aqui, experiência ali, gabo-me de, aparentemente jurássica, dar cartas a miúdos com idade para serem meus filhos e netos em matéria de informática, ensinando-lhes até por telefone, como limpar um vírus maluco, ou mesmo formatar o disco e carregar de novo o sistema operativo e os drivers dos componentes, configurar contas de correio, etc.. Num twist daqueles que nos deixam um sorriso nos lábios, o meu mestre e mentor informático, Mano do meio, sempre que tem problemas com o PC, telefona-me a pedir opinião ou traz a máquina cá a casa para eu dar o meu jeito.
Por vezes coisas pequenas e insignificantes operam maravilhas no nosso ego :D

Não passa um dia que não dê uma espreitadela, no correio, nas notícias, no Facebook (que fantástico poder encontrar colegas de Liceu de quem nada sabemos há mais de 20 anos!!), e agora nos meus Ditos & Escritos. Ajuda-me a conectar ao resto do mundo, mas principalmente a aprender, e como o saber não ocupa lugar e eu sou avida como uma esponja, terei um sempre espaço reservado para as novas tecnologias. Se ajudarem ao saber, estarei sempre pronta para aprender.

domingo, 24 de junho de 2012

Calor, maldito Calor....


Calor:

Calor é o nome dado ao processo de transferência de energia térmica de um sistema a outro exclusivamente em virtude da diferença de temperaturas entre eles.



Odeio o calor !  Alguém que possa ler estes escritos pensará seguramente que estou completamente louca. Haverá porventura quem goste do Inverno, do frio, do vento e da chuva ?! EU gosto.

Prefiro 1000 Invernos com temporais tenebrosos a um dia com temperaturas superiores a 30 graus, sem sopro de vento e com o sol a gritar o nosso nome em plenos pulmões na sua voz muda. A rua está quente, a casa está quente, o trabalho parece o inferno, o corpo está quente, e até as bebidas frescas nada tem de refrescante, pois parece que nos deixam ainda mais quentes. A roupa parece que é feita de goma, a pele transpira cola, e a produção elaborada do rosto, parece o caudal lamacento que escorre da montanha depois duma abundante chuvada.

Quando eu era miúda, saíamos da escola dois dias por semana á tarde, entre Março e fins de Maio, para lanchar uma merenda e fazer Ponto Cruz no jardim Botânico. As tardes eram amenas, o vento, uma carícia, cheira a flores e a erva fresca – eram maravilhosas tardes de Primavera, estação do ano que já pertence á categoria dos exterminados, como o pássaro Dodô, por ter sido uma das primeiras vítimas do Efeito Estufa. Passámos a ter outras 4 estações: Verão, semi-Verão, Inverno, e Inverno-sem-chuva.

O frio do Inverno é controlável pela maior ou menor quantidade de roupa, agora a torreira do Verão, controlamos como? Terá Deus querido castigar a humanidade por ter cometido o Pecado Capital (… Quem nunca comeu um raio duma maçã, que atire a primeira pedra…), e relegar-nos á nossa condição de descendentes de Adão e Eva, deixando-nos uma vinha estéril para usarmos só as folhas??

Sem conseguir responder aos angustiados pensamentos que me assolam, vou buscar os meus leques, companheiros inseparáveis das longas horas de Estio em vigília á  alvorada , e preparar-me para mais uma noite insone, reconfortando-me a ideia de que se houver realmente Céu e Inferno, certamente iremos no elevador que sobe ou no que desce, não ficaremos seguramente a meio do caminho, pois no Purgatório já andamos há algum tempo.  

sábado, 23 de junho de 2012

Quotidiano


Quotidiano:

O termo quotidiano significa aquilo que é habitual ao ser humano, ou seja, está presente na vivência do dia-a-dia. Cotidiano também pode indicar o tempo no qual se dá a vivência de um ser humano; também pode indicar a relação espaço-temporal na qual se dá essa vivência.



5:45h : O despertador toca, e eu, qual cãozinho respondendo ao reflexo condicionado do princípio da torradeira, salto LOGO da cama. Já me conheço há tempo demais para saber que se me dou mais “aqueles” 5 minutos, então é uma tragédia. Arrasto-me às necessidades matinais e ao duche, ao que se seguem os medicamentos da manhã, para controlar algumas das maleitas causadas pela P.D.I., e depois é o ritual de betumar a fachada, para a aparência ser pelo menos razoavelmente agradável á vista.

 Começo pela aplicação do hidratante Timewise da Mary Kay; ida á cozinha para tomar um Danacol; aplicação do fond de teint anti-age; nova ida á cozinha tomar um expresso. Lápis corrector, Pincel nº 1 para disfarçar as rugas finas, pincel nº 2 para mascarar o código de barras que desponta do lábio superior, lápis branco, lápis preto, sombras numa palete de rosa pastel  para efeito fumee, masquera, dois ou três toques de pinça para que os pelos aramados duma barba branca que desponta no queixo não magoe ninguém que eu tenha que cumprimentar, apesar de ser muito pouco ou nada beijoqueira . Segue-se o blush, o batom e o gloss.

Meia dúzia de escovadelas no cabelo de cabeça para baixo e mais meia dúzia depois dum arremesso violento do pescoço para trás. Tem dias em que o cabelo parece um ninho de ratos, e faz-se o possível para domar com laca as pontas teimosas, deixando-o consequentemente com uma textura de autêntico capacete de protecção. Três borrifos de perfume et voilá, eis-me pronta para entrar em cena e enfrentar as feras.

De Inverno, ainda consigo aparentar alguma jovialidade e frescura, mas no Verão, naqueles dias em que o calor aperta tanto que nos embaça os pensamentos, a artificialidade exposta ao pico do termómetro tem tendência para derreter, transpirando óleo pelos poros e alterando a conseguida fisionomia agradável, para uma Marie Antoinette depois de decapitada.

Tem dias que quando olho para o espelho logo de manhã, fico com vontade de fugir ao ritual. Bolas !!! Nem sempre há pachorra !!  Mas lá cumpro o meu rito quotidiano, porque fui educada na fé cristã, e não quero quebrar o mandamento nº 5 e  assustar  alguém, por incorrer num dos 7 pecados mortais. 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Ai, as Férias ......

Férias:

As férias são um período de descanso periódico de uma atividade constante, geralmente trabalho ou aulas e maior que um fim de semana. O período de férias varia de acordo com a legislação de cada país.


Alvor :

Alvor é uma freguesia portuguesa do concelho de Portimão, com 15,25 km² de área e 6 154 habitantes (2011). Densidade: 403,5 hab/km².
Terra de tradição marítima e piscatória, de profundas crenças religiosas, assinaladas pela Igreja Matriz, donde se destaca o seu pórtico principal de grande riqueza decorativa, esteve desde sempre sujeita aos infortúnios da faina e infortúnios do mar. Hoje, paralelamente com a pesca de cariz artesanal, a restauração, o comércio e o turismo são as actividades económicas principais.
Alvor é muito conhecida pelas suas praias e pela sua aldeia piscatória junto à foz do rio.
Aqui faleceu, em 25 de Outubro de 1495, el-rei de Portugal D. João II. Pouco tempo depois, D. Manuel elevou-a a vila sede de concelho, estatuto que viria a perder no início do século XIX. O pequeno município era constituído apenas pela vila e tinha, em 1801, 1 288 habitantes.
É costume ouvir os visitantes ou pessoas de fora chamar "O Alvor" à vila, quando a designação "O Alvor" se refere ao rio com o mesmo nome. Para alguém se referir a Alvor, simplesmente deve indicar Alvor ou vila de Alvor.
O nome desta vila, contrariamente ao que se poderá pensar, não significa alvorada, início do dia, mas sim fortaleza, castelo, derivando do árabe al-burdj.





Está a aproximar-se a passos largos a época do ano pela qual todos mais ansiamos : as Férias. Depois dum ano de labuta incessante, uns dias, mesmo poucos que sejam, são um conforto para o nosso corpo e um bálsamo para a nossa psique.
Descobri o Alvor há duas décadas. Foi uma paixão fulminante. As praias, as gentes o silêncio e a pacatez, para mim e muitos como eu que passam horas e horas por dia num bulício constante, foi a descoberta do Reino Encantado das Férias, onde aplico ao milímetro a minha regra dos 4-100 :Sem make-up, sem soutien, sem sapatos e sem pressa.  Acordar, desjejuar e andar. Não é fantástico?!?!?! Cafézinho, jornais diários e semanários, revistas cor de rosa para me manter actualizada, a Sábado e a Visão, 1 livro dos 6 que me costumam acompanhar nas férias, altura em que sou uma leitora compulsiva, uma garrafa de Pleno de camomila "baptizada" e fresca no saco, os hidratantes ... et voilá ! ... Toalha, espreguiçadeira e muito mar, porque não suporto calor sem estar dentro de água. Permito-me 10 ou 15  minutos de umas braçadas de bruços, para não dizer que não fiz exercício nas férias, e depois entrego-me ao prazer de ler. Á noite , se nos der na melancolia, há sempre a confusão de Portimão by night , Praia da Rocha, Marina, Nikki Beach, que é já ali, 5 minutinhos, e de passear a pé pela calçada junto á ria de Alvor, devagarinho e aspirando o ar carregado de maresia com um sorriso de satisfação.
Este ano, vai ser um bocadinho diferente, mas mudanças são salutares, e eu espero que corra bem. Não vou poder "mergulhar da varanda no mar" , mas vou ter ainda menos com que me preocupar ( ou pelo menos assim espero).
... Só tenho pena que Setembro não seja já amanhã ...


Deixo um link giro para quem optar por outros destinos, e não vá para fora cá dentro :

FlightRadar24