sábado, 15 de dezembro de 2012

Músicas e Natal


On the twelfth day of Christmas, my true love gave to me...
12 Drummers Drumming
11 Pipers Piping
10 Lords-a-Leaping
9 Ladies Dancing
8 Maids-a-Milking
7 Swans-a-Swimming
6 Geese-a-Laying
5 Gold Rings
4 Colly Birds
3 French Hen
2 Turtle Doves
And a Partridge in a Pear Tree.



Nos meus  anos de inglês no liceu, na altura em que o ensino era a doer e líamos Shakespeare, Milton, Oscar Wilde, James Joyce… todos os anos pelo Natal produzíamos uma pequena peça de 15/20 minutos escrita a 15 mãos (que normalmente acabavam por ser só duas ou três, mas enfim…) sobre uma das obras que tínhamos estudado e cantávamos vários Christmas Carrols, mas sempre sempre The Twelve Days of Christmas, música que a professora adorava e vibrava ao entoá-la connosco.

Não sei bem porquê, nunca fui muito fã de tal canção festiva, porque sempre a achei muito estúpida e não lhe percebia o sentido.

Qual o apaixonado, por muito apaixonado que estivesse , que seria tão estúpido ao ponto de juntar toda aquela tropa fandanga que não servia absolutamente para nada – excepto os anéis de ouro, claro, mas 5 ?!? Seria um para cada dedo da mão??
Se o Marido no tempo em que andava a arrastar-me a asa, se lembrasse de tal despautério, teria seguramente gritado “Ó da Guarda!”, teria fugido horrorizada e provavelmente teria ficado para tia.  Uma pessoa já se vê grega em equilibrar o orçamento numa humilde casinha com 5 divisões, 3 alminhas, dois batráquios felinos e o duende do papel higiénico, quanto mais com toda aquela cangalhada de presente Natalício!


O Pai era doido pelo Natal. Adorava decorar a árvore, levava-nos a todos à noite à Baixa, bem embrulhadinhos em casacos, gorros e cachecóis, ver as iluminações das ruas e decorações das montras, adorava os doces e os cozinhados… adorava juntar a família à volta da árvore e entoar os cânticos de Natal só com as luzes do pinheiro ligadas e a piscar.

 

 Ainda choro que nem uma Madalena com a sua música preferida “The Little Drummer Boy”. O Pai tinha bom gosto, e também não era grande amante da perdiz na pereira, por isso não fazia parte do repertório familiar.







Só há bem pouco tempo, com o aparecimento duma melodia que “went viral”, vá lá saber-se porquê, chamada “ E o Pintinho Piu” , é que condescendi com aquela música de Natal, porque em termos de estupidez, como diria Camões” Outros valores mais altos se levantam”…


Isto tudo por nada e porque ontem , na Minha Guerra, um dos meus piquenos informou-me que ia seguir uma carreira  paralela como “cantor”; fez-me ouvir umas gravações terríveis e tendo eu alegado muito ruído nas mesmas, cantou ali mesmo, ao vivo, a cores, unplugged e sem voz nem afinação. 
 O pior mesmo é a convicção e o empenho que ele pôs na actuação …
Ainda não me recompus.

5 comentários:

  1. O Natal sem música nunca seria a mesma coisa.

    Gosto das canções natalícias.
    Olha as recordações que te deixaram.
    Valeram bem a pena.

    beijinho com muita música.

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  2. Aproveitando o post ser de natal, venho agradecer-te o postal que me enviaste "polar postcrossing", já o recebi. Muito bonito e elegante, obrigada!
    Beijinhos

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  3. Fico contente que tenhas gostado .Festas Felizes !!!

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  4. Maria, estive aqui a fazer um esforço por perceber o que é o "duende do papel higiénico" e, nem por acaso, não fui capaz de descobrir. É que o duende do frigorífico eu ainda conheço (é aquele que apaga a luz quando fechamos a porta); agora, o do papel?... Diga-me já a marca que usa, porque cá em casa não temos duendes que nos valham: limpar é mesmo uma tarefa que cada um tem de realizar sozinho (com excepção do bebé, claro, que goza de tratamento privilegiado)... :)))

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  5. O duende do papel higiénico é a entidade que se alimenta do dito, pois que desaparece como por magia... E deve fazer 4 refeições diárias, pois se reponho de manhã, á noite já foi um ar que lhe deu.... ;)

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É aqui que me mandas dar uma curva