Nunca me canso de falar na Minha Guerra. De todas as guerras
é a guerra mais aguerrida que conheço: é estranha, é divertida, é alienante, é surreal… é a Minha.
Como já contei em escritos anteriores (1)(2)(3)(4)(5), a Minha Guerra é
praticamente uma guerra mundial, onde Friends or(and) Foes de todas as nações, raças
e credos , se cruzem e interagem diariamente, deixando-nos frequentemente com um sentimento de gratificante
realização pessoal, que relega quase sempre qualquer ponta de fadiga física ou psíquica para 2º plano.
Tem sido recitado através dos tempos na sempre proficiente
sabedoria popular , que “quem vai à guerra, dá e leva”. Noutros tempos, talvez
fosse inquestionável, mas nos dias de hoje, o moto é outro : “quem vai à
Guerra, não dá e depois não leva”…
E perguntam vocês : “- Que raio é que isso quer dizer ??”
E respondo eu : “- Toda a população civil que passa pela
Minha Guerra traz consigo objectos pessoais necessários aos seu dia a dia.
Mergulhados num mundo de deleite e estonteados com as maravilhas com que se deparam, deixam
ao partir muitos dos seus bens para trás – um espólio que guardamos
religiosamente no caso de a curto prazo poder ser reclamado, sendo posteriormente remetido
para as autoridades competentes que lhe darão o tratamento que a Lei prevê"
Senão vejamos alguns exemplos:
Documentos e Cartões, telemóveis, máquinas fotográficas, aparelhos de GPS, carteiras, lenços, óculos de sol, casacos, chapéus,
guarda-chuvas, livros, acessórios diversos,DINHEIRO !! …
Dentre as mais variadas coisas deixadas para trás na debandada, gosto
sempre de salientar as bengalas e canadianas, prova provada de que a Minha Guerra é
benéfica a todos os níveis, se não mesmo milagrosa, porque é claramente um local onde entram pessoas
coxas ou estropiadas e saem na boa, deixando
os bordões para trás , sem nunca mais se lembrarem que alguma vez deles
necessitaram, porque poucos foram os que voltaram para reclamar tais objectos.
Temos no nosso rol dentaduras postiças, seguramente de alguém que depois duma visita achou por bem
fazer dieta do modo mais tradicional e garantido – deixar de comer. Temos
aparelhos de ortodontia… temos chaves de automóveis… Ó meus amigos !!! Quem raio é que vai para
algum lado no seu belo carrinho, esquece a chave numa Guerra qualquer e não volta para a
buscar ?? Expliquem-me lá como é que regressa à origem ???
Vou acabar esta dissertação sobre objectos estranhos com que
os civis minam a Minha Guerra, falando sobre o mais recente ACHADO num recipiente
para lixos ( sim, porque a Minha Guerra é uma Guerra muito limpinha!! ), na linha da
frente, mesmo à entrada : um… âââ.. como direi… massajador facial de formato fálico
?!?? … Esse é um daqueles objectos que eu adoraria ver quem o viesse reclamar…
Obs.: Enviaram-me um e-mail a perguntar se eu pertencia às Forças Armadas... aproveito para esclarecer que a Minha Guerra, é o meu trabalho, a minha luta, igual a tantas outras lutas de tantos milhões de almas. Talvez quem me escreveu tenha pensado reconhecer algum graduado nas descrições que fiz da minha gente, mas asseguro que qualquer semelhança com membros das nossas FAs é pura coincidência.


Agora ddeixaste-me curiosa. Que trabalho emocionante será este?
ResponderEliminarBem, é verdade.
Quando perco algo não descanso.
Uma vez recuperei um chepéu de chuva 3 anos depois porque andava a uso e reconheci-o.
É que tinhe sido caro e não era comum.
De resto não me lembro de perder mais nada, exceto juízo e paciência, como é óbvio.
beijinho
É uma Guerra sem paz, mas muito gira ;)
ResponderEliminarIsso não é uma guerra, é um terreiro de milagres!
ResponderEliminarAhahahahahahahah
Canadianas deixadas para trás (levanta-te e caminha), dentaduras, e até massajadores?
Ahahahahahahahah
Apesar de estarmos habituados a alguns esquecimentos no mínimo singulares, o "massajador" cor de rosa e a pilhas deixou toda a gente de boca aberta ... :):):)
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