sábado, 3 de novembro de 2012

O Fim



"Aproximo-me suavemente do momento em que os filósofos e os imbecis têm o mesmo destino."- Voltaire




Este é um post parvo.


É sobre O Fim....


Quem é que gosta de ler coisas secantes e deprimentes acerca da morte ?



Eu , que costumo gravitar pelas novidades da blogosfera e dos Blogs que costumo seguir, se me deparasse com uma dissertação sobre a iminente mortalidade de todos nós, saía do raio da página a sete pés, porque coisas que nos ralem já nós temos QB na nossa vida, e não precisamos da opinião destrambelhada duma tipa que escreve umas coisas de vez em quando.

Podem não querer a minha opinião, mas eu dou-a na mesma. É de borla e só lê quem quer. A morte é a única certeza que temos na nossa vida a partir do exacto minuto em que nascemos. Não escolhe hora ,idade, sexo, religião, raça ou extracto social. Chega quando quer, é silenciosa e eficaz , e nós deixamos de ser.


E perguntam vocês: “ – Hoje ‘tá-te a dar, não ?!??”

E respondo eu:” - Quando um rapaz saudável com 28 anos se senta a ver televisão e a mulher o encontra morto uma hora depois, vítima duma embolia, dá que pensar, não dá?”



Dá que pensar e muito, naquilo que não queremos pensar. Já vos aconteceu num “Dia Não”, na véspera dum exame médico mais específico, por exemplo, olhar para o espelho e pensar “- Se calhar já estou morta e ainda não dei por isso”…

Eu acho que não tenho medo da morte. Acho hoje… daqui a uns tempos e algumas doenças, se calhar mudo drasticamente de opinião. Não perco tempo a pensar se morrer é o final. Não me interessa, não quero saber… nunca ninguém voltou para contar como foi, por isso é coisa que não me preocupa. Não gostava de ficar para aí a vegetar sem noção do tempo e do espaço, sem conhecer ninguém, sem controlo das minhas funções psicossomáticas. Poderá ser a morte pior que a completa perda de dignidade e humanidade? Poderá ser a morte pior que o sofrimento atroz duma doença terminal ?

Faço mil e um malabarismos para não ter que acompanhar funerais, mas sei que há um em particular que por muito que não queira, não posso deixar de comparecer.


Quem é crente reza pelo reino dos céus, por um paraíso, seja em que religião for. Eu sou crente á minha maneira e no fim espero poder encontrar paz.

5 comentários:

  1. GRANDE POST MARIA!
    E com a banda sonora correta!
    Não tenho medo da MINHA morte, é a daqueles a quem quero bem que me assusta. Por egoísmo claro, porque deixarei de o ter ao pé de mim...
    Não me assustando a minha morte, assusta-me o sofrimento até lá, e penso nisso todos os dias, várias vezes ao dia, enquanto acendo cigarros...
    Tenho mesmo de os deixar!

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  2. Não há nada de egoísta em querermos o melhor para os que amamos, bem pelo contrário. Amanhã ou depois, quando o tempo deixar o sol sorrir, vamos mas é pensar na vida e tentar levantar os ânimos. Beijinho.

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  3. Adorei este post!!
    Eu sempre tive medo, não da morte em si, mas de como ela vai acontecer...Pela profissão que tenho, lido constantemente com o fim da vida e com as injustiças que muitas vezes acontecem. A perda da minha mãe, (a melhor MÃE do MUNDO!)há 12 anos atrás mudou a minha maneira de a encarar...não há dor como a perda de quem amamos! Obrigada por este momento de reflexão!

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  4. O Pai , em 94, fez-me pôr tudo em questão. Foi como um estalar de dedos : agora vejo-te, agora não..`as 5 da tarde eu ria a bom rir com ele; ás 8 da noite deram-me um catálogo de caixões para a mão... não há palavras... tinha 57 anos.

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  5. Já busquei por variadas áreas respostas para esta tormenta.
    Como não consegui decidir-me,aguardo o fluirda vida.
    Sé tenho a certeza da morte.
    Não faço a minima como será. Só espero não ter consciência dela.
    Vou morrer de susto (contradotório,não?)
    Vivemos como se não existisse, mas ela faz questão de se manifestar onde menos se espera.
    Enquantocá andamos vamos disfrutando do estar vivo.

    Beijinho

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É aqui que me mandas dar uma curva