terça-feira, 20 de novembro de 2012

I love the smell of napalm ....


We skipped the light fandango
turned cartwheels 'cross the floor
I was feeling kinda seasick
but the crowd called out for more
The room was humming harder
as the ceiling flew away
When we called out for another drink
the waiter brought a tray
And so it was that later
as the miller told his tale
that her face, at first just ghostly,
turned a whiter shade of pale


O dia de ontem na Minha Guerra foi quase de trégua total. Um daqueles dias em que os soldados dão uns tirinhos e depois de verem que não há resposta “de lá”, aguardam que chegue a contra-ofensiva, que se afigurou esporádica e fraca, com umas investidas mais fortes aqui e ali, mas basicamente frouxa, como se o inimigo não tivesse balas para gastar.

Estando eu de revista à messe, a minha presença é requerida na linha da frente, onde alguém pediu para falar com o oficial de dia.

Duas simpáticas senhoras aguardavam que lhes pudesse dar a informação necessária para uma acção de reconhecimento, situação que segundo as normas de serviço, deverá ser explicada e posteriormente remetida para as altas esferas no quartel general, donde sairá o parecer.
Uma das senhoras que trazia consigo publicidade institucional que ilustrava o pedido, quando separou o panfleto para mo entregar, deixou-o cair no chão e rapidamente se baixou para o recuperar.

 Foi aí que aconteceu…

Booom !!! Estourou um morteiro !

E perguntam vocês: “-Estourou um morteiro?!? “

E respondo eu:”-Pois foi… um traque monumental, ruidoso, e com um rasto de destruição que se podia cheirar a quilómetros”


Acredito que já tenha acontecido a toda a gente. Falo por mim, que já tive dois ou três episódios idênticos, e o embaraço foi tanto que acho que o arco íris não é suficiente para descrever as tonalidades de desespero que me ensombraram o semblante.

Como em tudo na vida, somos sempre compelidos a rir das desventuras dos outros. Quem nunca riu à gargalhada quando viu alguém estatelar-se ao comprido no chão ? Está bem que acorremos a ajudar quase de imediato, mas o primeiro impulso é rir, ou não é ??? …Nem acredito se me quiserem impingir o contrário !!! …É primário,  básico e incontrolável !!


E eu, como bom animal humano que sou, acredito que … sorri. Disfarcei, mas seguramente que devo ter exteriorizado o frémito interior. Também penso que me recompus depressa e bem, mas a pobre senhora não. Ficou de todas as cores, passando no espaço dum minuto do vermelho vivo ao pálido embaraço. 

Estávamos no único local da Guerra onde havia alguma acção, e o estrondoso episódio foi efectivamente presenciado por mais de trinta pessoas, e garanto que todas elas tinham estampado no rosto aquela expressão imbecil do “faz de conta que não dei por isso”. Eu constatei o facto; ela também .


Como é que se tranquiliza uma pessoa completamente transtornada por ter involuntariamente feito uma figura ridícula com uma plateia considerável a assistir ? Não sei, não faço ideia… até porque o que ficou no ar não foi o amor… mexia com o faro e não era nada agradável.



Atrapalhada, a senhora embrulhou rapidamente a situação e em posse dos contactos necessários saiu o mais rápido que conseguiu.



Num dia sem história, foi sem dúvida uma presença ATORDOANTE.

3 comentários:

  1. Parece uma situação dos apanhados!!! :)) Hilariante!!!!

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  2. Há coisas incontroláveis.

    Até fiquei com um pedacinho de pena da senhora.
    Não é agradável.
    Só para miúdos em crescimento, mas isso é outra história.

    Fica o teu apontamento.

    beijinho

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  3. Que horror!
    Para a senhora pelo embaraço e para ti que não pudeste desmanchar-te...
    Ahahahahahah
    Eu que estou deste lado e fora da "guerra" só me posso rir (que é o que estou a fazer) ahahahahahahahahaha

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É aqui que me mandas dar uma curva