terça-feira, 18 de setembro de 2012

True Bleed


True Bleed


Deixem que vos conte dos vampiros.



Contrariamente ao que reza o populário, os vampiros não são seres mitológicos que deambulam pelas sombras, alimentando-se da energia dos vivos, lambuzando-se abundantemente em hemoglobina, até saciarem a fome e exaurirem a vítima.

 À primeira vista, nem são criaturas aterradoras  como o Nosferatu, apesar de partilharem toda a sua essência destrutiva e parasitária.


O conceito de vampiro existe desde tempos imemoriais. Em quase todas as culturas clássicas e pré-clássicas, existem lendas de demónios e monstros, antepassados doutros mais contemporâneos que assolaram o Leste da Europa nos primórdios do século XVIII, e cujas hediondas carnificinas deram origem ao actual vampiro e a famosos romances de terror nele fundamentados,  desde
  Varney the Vampire de James Malcolm Rymer  ou Carmilla  de Sheridan Le Fanu,
 passando pelo  Drácula de Bram Stoker, 
e chegando ao presente, onde pontuam coisas engraçadas como Vampire Chronicles, de Anne Rice ou mesmo The Southern Vampire Mysteries de Charlaine Harris,

   e claro, a inenarrável saga Twilight de Stephenie Meyer, cujos nauseantes Best Sellers em  4 tomos foram adaptados ao cinema, 4 filmes considerados também Blockbusters, e criando toda uma subcultura vampírica  a nível global.



Em Portugal , desde meados do século XIX o termo vampiro é politicamente correlacionado .

O Abade de Medrões utiliza-o para designar os corruptores da constituição, os anti fascistas para caracterizar o Estado Novo, e é  imortalizado em Portugal e além fronteiras após o 25 de Abril pela música intervencionista “Os Vampiros” de José “Zeca” Afonso.





Actualmente, o Vampiro Português é outro. É uma mutação, uma aberração mais desvairada do que o monstro itself. Não é bonito, não é charmoso, nem sequer inteligente.




É entediante, arrogante, relapso e contumaz, descendente de uma cultura que vem assolando há anos o extremo ocidente da Europa,numa onda de promiscuidade por demais evidente e comprovada.



 Não faz muito tempo em que, e segundo a tradição,  conseguiu encantar o  incauto e imprudente plebeu, que o convidou a entrar em sua casa, onde se banqueteou até esgotar toda a sua essência vital . Desfigurou e transmudou tudo o que era legítimo numa amálgama acachapante que corta a respiração, tolda a visão e embota a razão.

Sugou-nos o sangue, deixou-nos o suor, e as lágrimas ainda estarão para vir, mas acredito que vai chegar um dia em que o sol brilhará.


…. Ou então precisamos urgentemente dum Van Helsing, mas uma pessoa de carne e osso e com capacidades comprovadas, e não uma figura de (pouca) acção de fabrico em série…

5 comentários:

  1. Bravo!! Aplaudo de pé este post! Muito bom mesmo.

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  2. Muito bem documentado,muito bem escrito e muito bem rematado.

    beijinho

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  3. Lá esses são mesmo uns vampiros do melhor
    kis :=)

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  4. Ai o que eu gosto de te ler!
    Estes só se for de estaca no peito porque com alhos não nos safamos!
    Desculpa mas não resisto; e se os mandássemos a todos para o ***alho?!

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  5. A malta mandar, até manda... eles é que não vão :(

    Obrigada a todas pelos comentários e pelo apoio. São umas queridas !Xi-♥♥

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É aqui que me mandas dar uma curva