Deixem que vos conte dos vampiros.
Contrariamente ao que reza o
populário, os vampiros não são seres mitológicos que deambulam pelas sombras,
alimentando-se da energia dos vivos, lambuzando-se abundantemente em
hemoglobina, até saciarem a fome e exaurirem a vítima.
À primeira vista, nem
são criaturas aterradoras como o
Nosferatu, apesar de partilharem toda a sua essência destrutiva e parasitária.
O conceito de vampiro existe
desde tempos imemoriais. Em quase todas as culturas clássicas e pré-clássicas, existem
lendas de demónios e monstros, antepassados doutros mais contemporâneos que
assolaram o Leste da Europa nos primórdios do século XVIII, e cujas hediondas
carnificinas deram origem ao actual vampiro e a famosos romances de terror nele fundamentados, desde
Varney the Vampire de James Malcolm Rymer ou Carmilla de Sheridan Le Fanu,
passando pelo Drácula de Bram Stoker,
e chegando ao
presente, onde pontuam coisas engraçadas como Vampire Chronicles, de Anne Rice
ou mesmo The Southern Vampire Mysteries de Charlaine Harris,
e claro, a inenarrável saga Twilight de
Stephenie Meyer, cujos nauseantes Best Sellers em 4 tomos foram adaptados ao cinema, 4 filmes
considerados também Blockbusters, e criando toda uma subcultura vampírica a nível global.
Em Portugal , desde meados do
século XIX o termo vampiro é politicamente correlacionado .
O Abade de Medrões utiliza-o para
designar os corruptores da constituição, os anti fascistas para caracterizar o
Estado Novo, e é imortalizado em
Portugal e além fronteiras após o 25 de Abril pela música intervencionista “Os Vampiros” de José “Zeca” Afonso.
Actualmente, o Vampiro Português
é outro. É uma mutação, uma aberração mais desvairada do que o monstro itself.
Não é bonito, não é charmoso, nem sequer inteligente.
É entediante, arrogante,
relapso e contumaz, descendente de uma cultura que vem assolando há anos o extremo ocidente da Europa,numa onda de promiscuidade por demais evidente e comprovada.
Não faz muito tempo em que, e segundo a
tradição, conseguiu encantar o incauto e imprudente plebeu, que o convidou a
entrar em sua casa, onde se banqueteou até esgotar toda a sua essência vital . Desfigurou
e transmudou tudo o que era legítimo numa amálgama acachapante que corta a
respiração, tolda a visão e embota a razão.
Sugou-nos o sangue, deixou-nos o
suor, e as lágrimas ainda estarão para vir, mas acredito que vai chegar um dia
em que o sol brilhará.
…. Ou então precisamos
urgentemente dum Van Helsing, mas uma pessoa de carne e osso e com capacidades
comprovadas, e não uma figura de (pouca) acção de fabrico em série…





Bravo!! Aplaudo de pé este post! Muito bom mesmo.
ResponderEliminarMuito bem documentado,muito bem escrito e muito bem rematado.
ResponderEliminarbeijinho
Lá esses são mesmo uns vampiros do melhor
ResponderEliminarkis :=)
Ai o que eu gosto de te ler!
ResponderEliminarEstes só se for de estaca no peito porque com alhos não nos safamos!
Desculpa mas não resisto; e se os mandássemos a todos para o ***alho?!
A malta mandar, até manda... eles é que não vão :(
ResponderEliminarObrigada a todas pelos comentários e pelo apoio. São umas queridas !Xi-♥♥