terça-feira, 10 de julho de 2012

From the Shadows to the Light ! God ! I've seen the Light. !


Uma Viagem:


Uma viagem (do latim "viaticu", pelo provençal "viatge") é o movimento de pessoas entre locais relativamente distantes, com qualquer propósito e duração, e utilizando ou não qualquer meio de transporte (público ou privado). O percurso pode ser feito por mar, terra ou ar. Também se entende como viagem todo um período de deslocações com estadias mais ou menos longas em alguns destinos.



Era uma vez uma menina muito atiladinha, estudiosa e tímida, que queimou as pestanas a estudar, conseguiu notas espectaculares, dispensou os exames do 5º ano com quadro de honra, e os pais, felizes e agradecidos, decidiram recompensá-la, presenteando-a, com a vigem dos seus sonhos.

Como a família era numerosa, e o Menino estava a recuperar duma grave enfermidade, a menina foi sozinha de viagem, com familiares chegados. Claro que já deu para entender quem era a tal menina ajuizada, e por mais hilariante que se vos afigure essa minha condição, algures no tempo e no espaço, foi uma realidade.

Partimos então na véspera dos meus 16 anos, do Cais da Rocha do Conde de Óbidos, em Alcântara, a bordo do MS Eagle, rumo a Southampton. Não sendo um Queen Elisabeth II, o Eagle era um navio de cruzeiro giro, onde eu me poderia ter divertido infinitamente, não fora ter enjoado quase todo o tempo. Tive uma fantástica festa de aniversário a bordo, em que o ponto, ou neste caso, pontos altos, foram os meus sprints consecutivos até ao WC mais próximo, no meio duma alegre “ For she’s a jolly good fellow…”

Londres era o sonho de toda a adolescente nos anos 70. Tinha o misticismo histórico e o glamour que a recentemente descoberta música rock lhe conferia.


O Hotel Russel parecia um edifício saído dum conto de fadas, e nem a chuva nem o vento impediram que disfrutasse plenamente dos meus 5 dias de estadia, com as paragens nos sítios mais tradicionais, monumentos, museus, parques, paradas…

 Adorei cada hora, cada minuto, cada segundo… excepto as refeições: detestei a comida. Afora o pequeno-almoço, era horrível e sensaborona.

Ao 7º dia, nada de descansar… seguimos para Dover, onde embarcámos no Ferry, rumo a Calais, e já pernoitámos em Paris, no Brebant, perto da Av. de L’Opera.

 Acordei do meu sonho  de Londres para a resplandecente realidade de Paris. Mesmo passados tantos anos, não encontro ainda palavras para descrever a luz, a cor, os cheiros, o som e o embalo da mais bela cidade da Europa. Passar da cinzentice da capital britânica para o brilho da Cidade Luz, foi grandioso, e eu fiquei completamente rendida e deslumbrada.

Os tradicionais sightseeings pelos monumentos, ruas e bairros típicos, os passeios nocturnos pelo Sena nos clássicos Bateaux Mouches, a comida… Uau!!

E no fim ,Versailles, a joia da coroa, a cereja no topo do bolo, o mais belo conto de fadas do País das maravilhas . Como será possível seja a quem for, não se sentir pequeno e humilde perante tamanha grandiosidade ? Paris ficou-me gravado a ferro e fogo, e voltei lá sempre que pude, sem nunca, mas nunca me sentir desapontada.

A última etapa foi Madrid. Só dois dias, poucas visitas, muitas compras, ou não fosse tão típico português ir a Espanha comprar caramelos.
 Vi pouco de Madrid , mas gostei imenso, excepto do Hotel, que dito de 4 estrelas, tinha baratas na cabine do duche.

E de volta a casa, a menina atiladinha, estudiosa e tímida, nunca mais foi a mesma. Abrira-se o grande portão que desvendava horizontes infinitos, e a imensa vontade de os alcançar perdura até aos dias de hoje.

4 comentários:

É aqui que me mandas dar uma curva