segunda-feira, 2 de julho de 2012

O Mano


Inteligência:

Inteligência pode ser definida como a capacidade mental de raciocinar, planejar, resolver problemas, abstrair ideias, compreender ideias e linguagens e aprender. Embora pessoas leigas geralmente percebam o conceito de inteligência sob um âmbito maior, na Psicologia, o estudo da inteligência geralmente entende que este conceito não compreende a criatividade, o caráter ou a sabedoria. Conforme a definição que se tome, pode ser considerado um dos aspectos da personalidade.



Já escrevi nos Ditos & Escritos sobre as minhas Pérolas e o meu Menino, mas só abordei por alto o meu Mano, o do meio. Não que goste menos dele do que gosto do Menino, mas talvez o sentimento seja distinto, por se tratar daquele amor fraternal, de dois irmãos com cerca de 4 anos de diferença, que tiveram as suas escaramuças e se degladiaram  quando eram miúdos, exactamente por serem crianças, adolescentes e adultos quase ao mesmo tempo.

O Mano sempre teve uma inteligência acima da média. Antes da existência de institutos que avaliam e reconhecem crianças com um QI acima da média em Portugal, o reconhecimento era feito ad lib pelos professores das escolas, sendo que alguém mais esclarecido notou atributos interessantes no Mano, e ele entrou para a 1ª classe antes de completar 6 anos. Foi sempre um “crânio”. Se bem que gostasse de praia , campismo e sair com os amigos, nunca foi muito dado a desportos, salvo natação e uma ou outra “futebolada”. Para além dos olhos azuis, tem também  sangue azul : adora o Belenenses; é sócio desde o dia em que nasceu.

Apanhou com o mesmo “embrulho” dos serviços cívicos e anos propedêuticos que eu, e fez part- times para ganhar umas coroas para poder sempre inovar  a sua grande paixão de adolescente , A Banda do Cidadão. Tinha um rádio, e um grupo de amigos , Os Radio Stars, e procuravam DXs, pela noite dentro : “CQ – CQ- CQ DX Hello New Zeland, , here Portugal, Lisbon, can you read me ?” – Falar com os antípodas era sempre uma festa, e eles eram um espanto… Osiris, Vangelis, Alvega, Chacal, Arena... invadiam a noite,  com uma espécie de intro baseada no refrão da famosa música dos Buggles  ... Tempos fabulosos, aqueles.

Desencantado com os estudos, foi como voluntário para a Força Aérea Portuguesa com 18 anos. Como a maior parte dos  adolescentes, tinha o sonho de ser piloto e tê-lo-ia conseguido, não fora ter herdado da Mãe o seu grande handicap, a miopia. Isto foi um revés que o deixou em terra , mas não o mandou abaixo. Seguiu a carreira militar sem nunca ter parado de estudar.

Casou, organizou-se , e apesar da vida nem sempre ter sido um mar de rosas , nos períodos mais negros , que os houve,  agiu sempre com grande determinação e força de vontade.  Na profissão que escolheu, apesar de não ser um menino da Academia, progrediu sempre, tendo sido reconhecido nacional e internacionalmente.

Fez duas comissões de 3 anos na NATO/OTAN, a primeira na base perto de Heinsberg  na Alemanha, donde partiam os AWACS que patrulhavam a então conflituosa zona dos Balcãs.    Foi lá que nasceu o meu Menino2, uma ternura de criança, um jovem irreverente, e um quase adulto fantástico.

Já entrado nos seus 40, licenciou-se em História ( outra grande paixão) na FLUL, onde ainda é lembrado pelos professores como um dos melhores lentes que por lá passaram, tendo inclusivamente recebido a distinção de ser um dos melhores alunos do seu curso, prémio esse que, por estar ausente do país, foi aceite na cerimónia pela Mãe, orgulhosa e comovida.

Na segunda comissão na NATO/OTAN, não saiu do território nacional, ficando-se pelo idílico Monsanto, onde começou a dar os primeiros passos , ou melhor corridas , de jogging. Actualmente mais esbelto e musculado, consegue correr quilómetros, como se estivesse a passear á beira mar. Tal como eu, adora ler, é muito mais fanático pela BD – devora tudo o que é novidade- e adora música.

Presentemente é o Porta-voz e Chefe do Gabinete de Relações Públicas da FAP, aquela voz que nos noticiários responde aos jornalistas sempre que a FAP é chamada a intervir nalguma missão de socorro ou salvamento, ou sempre que da parte da nossa aviação militar é necessário alguma opinião ou  esclarecimento.  Esteve ontem em directo na TVI24, e eu adorei ver o meu Mano.

Conheço milhares de pessoas. Privo diariamente com mentes brilhantes e de grande perspicácia , mas sempre que a palavra inteligente é mencionada, mentalmente associo ao meu Mano, e muitos dos associados perdem logo ali pela comparação.


2 comentários:

  1. Bem, a Mana também não tem um QI nada de deitar fora...:)
    Beijinhos!

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  2. :):):) ... a mana até não é burra nem assim coiso, mas é só...

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É aqui que me mandas dar uma curva