terça-feira, 26 de junho de 2012

Uma no Burro, outra no Cigano...

Cigano:

Ciganos é um exônimo para roma (singular: rom; em português, "homem") e designa um conjunto de populações nômades que têm em comum a origem indiana e cuja língua provinha, originalmente, do noroeste do subcontinente indiano.Essas populações constituem minorias étnicas em inúmeros países, entre a Índia e o Atlântico, e são conhecidas por vários exônimos. O endônimo "Rom" foi adotado pela União Romani Internacionale e pelas Nações Unidas.



Quando o telefone toca de manhã, do muito conhecimento que eu tenho sobre a matéria de telefonemas fora de horas, ou é qualquer assunto relacionado com trabalho, ou é telemarketing, ou não é coisa boa. Hoje excepcionalmente, não se aplicou nenhum dos princípios atrás referidos: era do trabalho, mas não relacionado com o trabalho em si, e não era de todo de mau agouro.

O meu colega contava-me efusivamente que as ruas circundantes estavam cortadas ao transito, porque a Polícia Municipal estava e despejar os ciganos.

Quero esclarecer que não sou de modo nenhum xenófoba ou racista, simplesmente depois de mais de dez anos de vandalismo e assédio numa zona nobre da cidade de Lisboa como é Belém, penso que falo por todos os que por lá vivem ou trabalham quando digo “Já não era sem tempo!!!”.

Longe vai o tempo dos romances com ciganos exóticos  de vestes coloridas e em alegres carroças que apresentavam shows de saltimbancos e itineravam pelo país, vivendo de pequenos trabalhos e dos espectáculos, com alguns furtos aqui e ali. O cigano moderno é sedentário, preguiçoso, arrogante, mal educado e mau.

Em Belém começou com um casal e 2 filhos a ocupar um pequeno prédio antigo devoluto, e acabou numa multiplicação populacional deveras preocupante, que vandalizava carros, casas e estabelecimentos comerciais na zona, com toda a impunidade, porque a polícia parece ter medo deles, e o Presidente da Junta de Freguesia, no cargo há mais tempo do que data a ocupação, sofre do síndrome da avestruz em relação a este caso particular.

A gastarem a água directamente do olho de boi, e a electricidade e TV de “puxadas” nas caixas de rua sob o olhar complacente das autoridades, todos a receber o RMG, era vê-los ao dia vinte e tal de cada mês,  ao som de flamenco com os decibéis ao máximo, a grelhar febras e entremeadas no meio duma fumarada colossal, a fumar, a praguejar, a jogar ás cartas e beber cerveja … e eu , e outros tantos que presenciamos esta cena, mês após mês,  que trabalhamos para sustentar as nossas casas e as nossas famílias e fazemos sacrifícios descomunais para darmos uma boa educação aos nossos filhos e vivermos com alguma qualidade e conforto, pensamos que,  sem sombra de dúvida, estamos a pagar para que as “minorias carenciadas” levem uma rica vida ás nossas custas. No fim de bem comidos e melhor bebidos, ele eram vidros de automóveis partidos, pneus retalhados, algumas montras estilhaçadas de quando em vez, e a sistemática e implacável abordagem para impingirem um qualquer artigo de proveniência duvidosa.

Não concordo com a filosofia do ghetto, mas os bairros sociais foram construídos também a pensar nas pessoas que não se querem integrar na sociedade tradicional. Podem coabitar num local em que todos professem o mesmo tipo de filosofia de vida, sem prejudicar quem lhes paga o estilo de vida que levam, e niguém lhes tolhe a liberdade e as movimentações ás feiras, aos mercados, a levarem a sua vida em paz. Não estamos a falar de Dachau nem de Auschwitz, mas de casas com muito mais comodidade do que aquele pequeno prédio iconográfico da zona de Belém, que foi transformado pelos ciganos numa autêntica barraca.

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É aqui que me mandas dar uma curva