quinta-feira, 30 de novembro de 2017

A contar vindo do Ceu


 X will always mark the spot in our hearts






E uma vontade de rir, nasce do fundo do ser
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir
A vida é sempre a perder

Bem hajas. Fica em paz

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Google Dixit



Another night, another day goes by
I never stop myself to wonder why
You force me to forget to play my role
You take my self, you take my self control






As pessoas são chatas e convencidas. Nasceram assim ou fizeram-se deste modo, nesta sociedade do audiovisual e das redes sociais ?
Em mais uma das minhas fazes anuais de morcego, descobri um novo tipo de animal humano, que prima pela omnisciência que adquire tipo mousse Alsa: basta juntar água.

Refiro-me ao Homogooglens, o tudólogo do Google.
O nível de conhecimento que o Google confere a estas pessoas, que proliferam como mosquitos ao redor da luz que emana da partícula de Deus que carregam permanentemente consigo como se do fogo primordial se tratasse , é excepcional, elevadíssimo e sempre correcto. 

Como pode um comum mortal de preovecta idade competir com um homogooglens de brilhante telefone na mão, a debitar impropérios acerca da incompetência das pessoas que não cumprem o que está escarrapachado no Google com todas as letras, mapas e imagens ?

Isto merece uma crítica negativa no Facebook ou no Tweeter.

Tal inépcia mimoseia-nos com entrada directa para a candidatura a desqualificado de primeiro grau, pela incapacidade de ler e fazer cumprir o que diz o Google ali, logo na primeira página , após uma pesquisa que devolve mais de cinco mil entradas.

Tentar explicar ao homogooglens que em Montain View os Senhores não gerem as páginas particulares de cada um, limitam-se a ser um motor de busca no geral, por sinal bastante competente, mas cujas actualizações deixam bastante a desejar, não é tarefa fácil, é tarefa impossível. É que está ali, ALI, na sua mão vê? Vejo, mas está errado. Provecta, estúpida e iletrada, que nem ler sabe...

Imprimo um printscreen da página oficial e mostro-o ao homogooglens... papel e tinta para deitar para o lixo, claro... isso é de onde? Não está no Google! Está, se procurar e não se ficar pela fachada...
Já experimentou googlar o seu nome ? Então faça-o e veja quantos são e qual deles é o Senhor.


Deixo-os no vício, entretidos a descobrir-se na internet e ao êxtase que lhes proporciona o imenso saber que lhes oferece. 
Está quase na hora de sair para o escuro e tentar encontrar no silêncio da noite a absolvição para os meus pecados, que devem ser muitos e copiosos, porque ninguém  merece  tão insensata expiação.


                        Oh, the night is my world







segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Dura Lex... parte 2


Três coisas devem ser feitas por um juiz: ouvir atentamente, considerar sobriamente e decidir imparcialmente.


Sócrates ( não , não era Engenheiro...)





Com tanta ladroagem , tanto burlão, tanto assassino, tanto criminoso em geral a aguardar julgamento por delitos cuja gravidade ultrapassa tantas vezes a imaginação, o João foi hoje presente ao juízo de instrução, praticamente 24 horas após a perpetração do seu "crime" de lesa agente da PSP em pensamentos e algumas palavras, que se traduziram no bico de obra de que aqui falei, na anterior publicação. 

Foi ouvido e condenado a DOIS ANOS de pena suspensa, e apenas por falta de antecedentes que imputassem qualquer risco ao seu comportamento de homem e cidadão português, durante quase 40 anos.
Foi a sentença também acrescida de uma sanção pecuniária de 250,00€ .

O João resignou-se. Quer esquecer que tudo isto aconteceu e voltar à normalidade e pacatez da sua vida profissional e familiar. Quer voltar a sair para pescar e abstrair-se do mundo.

Pena que a justiça nos tempos de hoje não seja apenas cega, mas surda, parcial e prolixa.
 E dura lex, sed lex,  deveria ser igual para todos, mas aqui é que a porca torce o rabo, porque "todos" não são iguais perante a lei.
Como dizia Orwell e muito bem, uns são muito mais iguais do que os outros, basta serem conhecidos, poderem cobrar favores e terem um pé de meia offshore.